Um ex-bancário acusado de fraudes financeiras contra idosos em Colorado do Oeste, no interior de Rondônia, foi deportado dos Estados Unidos para o Brasil e agora responderá pelos crimes. A Polícia Federal (PF) informou que o homem é investigado por aplicar golpes que causaram prejuízo superior a R$ 500 mil, principalmente em vítimas idosas e com pouco conhecimento de tecnologias bancárias.
Atuação criminosa e prisão internacional
O suspeito foi preso em outubro de 2025, após ter seu nome incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol, conhecida como Red Notice. Esse alerta internacional serve para localizar e deter pessoas procuradas pela Justiça em outros países, orientando as autoridades a efetuar a prisão para possível extradição. Segundo a polícia, o ex-bancário usou seu cargo em uma instituição financeira para realizar contratos e transações não autorizadas na conta bancária de uma vítima, entre os anos de 2022 e 2023.
Investigação e novas vítimas
As identidades do suspeito e das vítimas não foram divulgadas. Ele é investigado por falsidade ideológica, furto mediante fraude, estelionato e lavagem de dinheiro. Após chegar ao Brasil, o homem ficou sob custódia da PF. Na última quarta-feira (29), o mandado de prisão foi cumprido, e ele foi encaminhado ao sistema prisional da comarca onde o caso tramita.
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) identificou novas vítimas do ex-bancário. Inicialmente, ele era investigado por desviar mais de R$ 500 mil de um idoso de 82 anos. Após a prisão, outras vítimas foram localizadas. Pelo menos quatro idosos tiveram valores retirados indevidamente de suas contas. O promotor de Justiça Bruno Ribeiro de Almeida detalhou que um idoso teve cerca de R$ 140 mil desviados, outra vítima com mais de 80 anos também foi lesada, e uma idosa sofreu golpe envolvendo baixa indevida de cheque.
Perfil das vítimas e modus operandi
As investigações apontam que os crimes ocorreram entre 2022 e 2023, período em que o suspeito atuava como bancário. Ele utilizava sua função para realizar contratos e transações sem autorização das vítimas. Em um dos casos, a vítima só percebeu os desvios quando o prejuízo já era irreversível. O perfil comum das vítimas era de idosos, moradores da zona rural e com pouca familiaridade com tecnologias bancárias, o que teria sido explorado de forma criminosa.
Diante da gravidade, o MPRO solicitou a prisão preventiva do investigado. A Polícia Federal então incluiu o nome dele na lista da Interpol, o que possibilitou sua localização e prisão nos Estados Unidos, resultando na deportação para o Brasil.



