Dono de ONG preso suspeito de lavar R$ 34 milhões para o PCC em Goiás
Dono de ONG preso suspeito de lavar R$ 34 mi para o PCC

O presidente da Fundação Pró-Cerrado e fundador do Sistema Sagres de Comunicação, Adair Antônio de Freitas Meira, de 63 anos, foi preso em Goiás durante a Operação Contaminatio, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo. A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 34 milhões para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Detalhes da operação

Além de Adair, outros cinco suspeitos foram presos nos estados de Goiás, Distrito Federal, Paraná e São Paulo. O empresário foi detido na segunda-feira (27) e encaminhado à Casa do Albergado, na capital goiana. Segundo a Polícia Penal, ele permanecia preso até a última atualização desta reportagem.

De acordo com apuração do repórter Márcio Leijoto, do jornal O Popular, Adair é suspeito de lavar milhões de reais por meio de entidades e empresas em seu nome ou ligadas a ele, além de uma fintech (instituição financeira digital) criada por João Gabriel de Melo Yamawaki, apontado como membro do PCC pela investigação.

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Defesa e reações

À TV Anhanguera, o advogado de Adair informou que o empresário não possui vínculos estatutários, nem ocupa funções executivas ou participa de conselhos. Ele também afirmou que não há qualquer vínculo de Adair ou das entidades com organizações criminosas ou envolvimento com agentes políticos, e que seu cliente está colaborando com as autoridades.

A Fundação Pró-Cerrado, em nota ao g1, declarou que não é investigada e reafirmou seu compromisso com a transparência e com o impacto social e ambiental que fundamentam sua atuação. Já a Fundação Sagres, que representa emissoras de rádio e televisão online, afirmou à TV Anhanguera que acredita no esclarecimento dos fatos pela investigação, destacando que o sistema de comunicação tem 20 anos de história voltada à educação, informação e cultura.

Investigação anterior

A operação que resultou na prisão do empresário é fruto de descobertas feitas com a apreensão de dispositivos eletrônicos em outra ação da Polícia Civil de São Paulo, em agosto de 2024. Segundo a corporação, durante a análise dos dados apreendidos, foi revelado um complexo sistema de movimentações financeiras ilícitas, com estrutura organizada, atuando não apenas no tráfico de drogas, mas também na lavagem de recursos de diversas atividades criminosas.

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