Primas desaparecidas no PR: câmera flagra saída com suspeito
Câmera flagra primas saindo com suspeito antes de sumiço

As primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, estão desaparecidas há mais de uma semana no Paraná. A Polícia Civil do estado (PC-PR) investiga o caso e divulgou imagens que mostram as jovens saindo com um homem em uma caminhonete preta. O suspeito, identificado como Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, usava o nome falso de Davi e já era foragido por roubo.

Investigação aponta duplo homicídio

De acordo com o delegado Luis Fernando Alves Silva, a principal linha de investigação é de duplo homicídio, mas também são apurados sequestro e cárcere privado. A polícia só foi informada do desaparecimento na quinta-feira (23), embora o último registro das jovens tenha sido na madrugada de 21 de abril, em uma postagem de Sttela em rede social.

Últimos passos antes do sumiço

Uma amiga das jovens contou à polícia que elas foram convidadas por Clayton para uma festa em Porto Rico. Apenas Letycia conhecia o suspeito. A polícia reconstituiu a cronologia dos fatos:

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  • 22h39 de 20 de abril: as jovens saem de Cianorte na caminhonete com Clayton. Letycia se conecta à internet pela última vez.
  • 22h54: a caminhonete é filmada em Jussara, onde Sttela busca uma mochila em casa.
  • 22h55: Sttela publica foto com garrafa de uísque e legenda “Qual será o nosso destino KKKK”.
  • 23h13: o trio segue para Maringá pela PR-323.
  • 00h16 de 21 de abril: última postagem de Sttela, em trevo entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança, com o homem na imagem.
  • 3h17: Sttela se conecta pela última vez ao WhatsApp.
  • 9h de 23 de abril: última conexão de Clayton à internet.
  • 24 de abril: polícia registra passagem do homem por Maringá.

Suspeito usava nome falso e caminhonete clonada

Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido como “Sagaz” e “Dog Dog”, tinha mandado de prisão em aberto por roubo cometido em 2023 em Apucarana. A caminhonete que usava era clonada. Segundo o delegado, ele era frequentador de festas em Cianorte, mas vivia como “ser social” sob o nome falso Davi. “Foi difícil identificá-lo”, afirmou.

Clayton voltou sozinho a Cianorte entre 22 e 23 de abril, sem a caminhonete, e saiu da cidade de moto, sem celular. A prisão temporária foi decretada em 29 de abril, e ele é considerado foragido. A polícia pede que denúncias anônimas sejam feitas pelos telefones 181, 190 ou 197.

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