A Avibras, maior indústria bélica do Brasil, retomará suas atividades na próxima segunda-feira (4) pela manhã, após anos de paralisação devido a uma grave crise financeira que incluiu pedido de recuperação judicial e greve dos funcionários por falta de salários. A empresa, agora renomeada como Avibras Aeroco, terá inicialmente 271 funcionários em maio, sob a presidência de Sami Hassuani, que já comandou a empresa anteriormente.
Acordo trabalhista encerra greve histórica
A retomada ocorre após a assinatura de um acordo para quitação da dívida com os funcionários, em 24 de março, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região. A proposta de pagamento soma R$ 230 milhões, aprovada pelos trabalhadores no dia 11 de março. O acordo prevê o parcelamento do débito de 1,4 mil funcionários em 12 a 48 vezes, conforme a faixa salarial.
Para reiniciar as operações, a Avibras demitirá os 850 trabalhadores ainda registrados e fará 450 recontratações, processo que ocorrerá entre março e abril. O acordo põe fim a uma greve que durou 1.280 dias, iniciada em 9 de setembro de 2022 contra o atraso salarial. Antes disso, em 18 de março de 2022, a empresa havia anunciado 420 demissões (posteriormente canceladas) e pedido recuperação judicial.
Novos rumos para a indústria de defesa
Em nota, a Avibras Aeroco afirmou que sua missão será crescer de forma sustentável e expandir para novos mercados. O sindicato classificou a greve como uma das mais longas e importantes já realizadas no país. A retomada marca um novo capítulo para a empresa, que busca superar a crise e se reerguer no setor de defesa.



