O empresário colombiano Alex Saab, aliado do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, foi deportado da Venezuela para os Estados Unidos no último sábado. Segundo a agência EFE, Saab desembarcou no aeroporto de Opa-locka, no condado de Miami-Dade, escoltado por agentes federais, incluindo integrantes da agência antidrogas dos EUA (DEA).
Deportação anunciada pelo SAIME
Horas antes, o Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Estrangeiros (SAIME) da Venezuela anunciou a deportação, afirmando que a medida foi tomada em conformidade com a legislação migratória venezuelana. Em comunicado no Instagram, o SAIME destacou que Saab está envolvido em diversos crimes nos Estados Unidos, fato amplamente divulgado.
Reações da oposição venezuelana
O líder opositor Juan Pablo Guanipa comemorou a deportação nas redes sociais, classificando-a como uma ótima notícia para os venezuelanos. Ele acusou Saab de ter enriquecido às custas da fome do povo, vendendo alimentos vencidos e ajudando líderes do regime a driblar sanções. Guanipa prometeu que Saab enfrentará a Justiça em uma futura Venezuela democrática.
Histórico de acusações e prisões
Preso em 2020 em Cabo Verde, Saab foi extraditado para os EUA, mas retornou à Venezuela em 2023 após uma troca de prisioneiros durante o governo Joe Biden. Em janeiro, promotores norte-americanos apresentaram acusações de corrupção contra ele, após a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que foram transferidos para Nova York para responder por tráfico de drogas.
Segundo o New York Times, o novo governo venezuelano, liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, prendeu Saab em fevereiro a pedido de Washington. Saab, de 54 anos e amigo pessoal de Maduro, é acusado de enriquecimento ilícito por contratos governamentais e de atuar como testa de ferro do líder chavista.
Carreira política e retorno à Venezuela
Descrito como diplomata pelo governo Maduro em 2020, Saab foi recebido como herói na Venezuela em dezembro de 2023. Em janeiro de 2024, foi nomeado presidente do Centro Internacional de Investimentos Produtivos, e em outubro de 2024, ministro da Indústria e Produção Nacional. No entanto, foi afastado do cargo por Delcy Rodríguez em janeiro, duas semanas após a operação dos EUA em Caracas que resultou na captura de Maduro.



