Agente de saúde é presa suspeita de vender medicamentos irregulares
Uma agente de saúde foi presa em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, sob suspeita de comercializar medicamentos de forma ilegal. A identidade da funcionária pública não foi divulgada pelas autoridades.
Apreensão de materiais na residência
Policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) cumpriram um mandado de busca na casa da agente de saúde. No local, foram apreendidos remédios sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seringas, uma máquina de cartão, além de prontuários e receituários médicos.
Segundo o Boletim de Ocorrência, no quarto da investigada os agentes encontraram 11 aplicadores ginecológicos e uma seringa com dispositivo de segurança em uma cômoda. No guarda-roupas, havia quatro caixas fechadas do medicamento “Pondera”. Em um criado-mudo, foi localizada uma máquina de cartão de crédito.
Medicamentos ilícitos na geladeira
Na geladeira, os policiais apreenderam dois medicamentos considerados ilícitos: uma caixa de “Retratuíde”, contendo uma seringa e cinco ampolas de origem alemã, sem licença da Anvisa, e um medicamento “Tirzepatida”, vindo do Paraguai, similar ao “Mounjaro”. Sobre a geladeira, havia ainda 50 seringas para aplicação. O celular da suspeita também foi apreendido.
No quintal, em duas caixas de papelão, foram localizados prontuários, receituários e outros documentos médicos, além de mais medicamentos.
Investigação na unidade de saúde
Após a apreensão, os policiais se dirigiram à unidade de saúde onde a mulher trabalha. De acordo com o enfermeiro-chefe, os 11 aplicadores ginecológicos, a seringa com dispositivo de segurança e as caixas de “Pondera” pertencem à unidade e são amostras grátis, guardadas em locais de acesso restrito a profissionais.
Questionada, a agente de saúde confessou que vendia os medicamentos ilícitos. Disse ainda que pegou o “Pondera” na farmácia da unidade de saúde e que mantinha prontuários e documentos em casa para destruição, por ordem de um superior. Ela também informou que não possuía notas fiscais dos itens.
Análise do celular e prisão
Na delegacia, com autorização judicial, o celular foi analisado após a mulher fornecer a senha. Os policiais encontraram mensagens que indicam a venda de medicamentos ilícitos. A mulher foi levada para a delegacia, passou por audiência de custódia e segue à disposição da Justiça.
Crimes e resposta da prefeitura
Segundo o delegado Davi Ferreira, a mulher vai responder pela venda de medicamentos sem registro na Anvisa, ocultação de documentos públicos e peculato. Em nota, a Prefeitura de São João da Boa Vista informou que determinou a abertura de um procedimento administrativo para apurar o caso. A administração municipal afirmou ainda que vai colaborar com as investigações e reforçou que não compactua com irregularidades no serviço público.



