O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, realizou uma visita ao oeste do Pará no fim de semana, resultando em um anúncio de grande importância para os povos tradicionais da região: a criação da sede regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em Santarém. A medida foi oficializada após uma série de encontros com lideranças indígenas e representantes de organizações locais.
Agenda institucional e participações
A agenda institucional contou com a presença da presidente da Funai, Lúcia Alberta, além de representantes da Federação dos Povos Indígenas do Pará (FEPIPA) e autoridades locais. Durante a passagem pela região, a comitiva visitou territórios indígenas e promoveu escutas diretas com comunidades do Baixo Tapajós.
Objetivo da missão
Segundo o ministro, a missão teve como foco compreender de forma aprofundada as principais demandas dos povos indígenas da região. Ele destacou visitas a aldeias no rio Arapiuns e na Terra Indígena Bragança-Marituba, no rio Tapajós, onde foi possível dialogar com representantes de 14 povos indígenas.
Demandas urgentes
Entre as principais pautas apresentadas estão a demarcação e proteção de territórios, consideradas demandas urgentes pelas lideranças. O ministro afirmou que o governo federal irá analisar os processos administrativos em andamento e buscar soluções para entraves jurídicos que possam estar impedindo o avanço dessas medidas.
Criação da coordenação regional da Funai
A criação da coordenação regional da Funai foi um dos principais encaminhamentos da agenda. A proposta busca ampliar a presença do governo federal na região e melhorar o atendimento às comunidades indígenas. Atualmente, a estrutura existente é considerada insuficiente para atender a grande extensão territorial e a diversidade de povos.
Papel estratégico da nova sede
De acordo com a presidente da Funai, a nova sede terá papel estratégico no fortalecimento das políticas indigenistas, permitindo maior alcance das ações não apenas no Baixo Tapajós e Arapiuns, mas também em municípios como Oriximiná e Aveiro, além de outras áreas do Baixo Amazonas.
Escuta ativa e diálogo direto
A audiência com os povos indígenas foi marcada por escuta ativa e diálogo direto, consolidando um espaço para apresentação de demandas históricas, como regularização fundiária e acesso a políticas públicas. O encontro também reforçou o compromisso de construção conjunta entre governo e comunidades, colocando os povos indígenas no centro das decisões que impactam seus territórios e modos de vida.



