Na noite desta quinta-feira (7), o goleiro Bruno Fernandes foi preso no Rio de Janeiro, considerado foragido da Justiça há dois meses após jogar pelo Vasco-AC. A viagem ao Acre em fevereiro resultou na prisão, após um mandado expedido em 5 de março pela Vara de Execuções Penais, que entendeu que o ex-jogador do Flamengo descumpriu regras da liberdade condicional.
Contexto da prisão
No dia 15 de fevereiro, Bruno viajou para o Acre sem autorização judicial para atuar pelo Vasco-AC e não retornou ao regime semiaberto quando determinado pela Justiça. A estreia ocorreu em 19 de fevereiro no Estádio Arena da Floresta, em Rio Branco. O goleiro retornou ao estado acreano após cinco anos para jogar no time, que estava no centro de uma polêmica com quatro jogadores presos por estupro coletivo. Eles negam o crime.
Condenação e irregularidades
Condenado a 22 anos pelo homicídio triplamente qualificado da modelo Eliza Samudio, Bruno apresentou-se no dia 16 de fevereiro no Campo da Fazendinha. Foi regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF na tarde do dia 18. No início do mês, publicou nas redes sociais imagens comemorando o “retorno” ao Maracanã como torcedor do Flamengo. Dias depois, a Justiça do Rio deu prazo de cinco dias para que se apresentasse ao Conselho Penitenciário e regularizasse o livramento condicional.
Descumprimento das regras
Pelos termos impostos pela Justiça, Bruno estava proibido de deixar o estado do Rio de Janeiro. Diante disso, a Vara de Execuções Penais revogou o benefício e determinou o retorno ao regime semiaberto. Em 27 de março, um promotor do Ministério Público pediu que cumprisse a pena em regime fechado. A promotoria argumentou que Bruno deixou de atualizar o endereço por três anos, não respeitou horários de recolhimento, frequentou locais proibidos, como um jogo no Maracanã em fevereiro, e viajou sem autorização judicial, inclusive para um estádio em Minas Gerais.
Segunda passagem pelo Acre
Bruno defendeu o Rio Branco-AC no segundo turno do Campeonato Acreano de 2020 e no Campeonato Brasileiro da Série D. Foram 18 jogos e um gol marcado, no empate com o Bragantino-PA por 1 a 1, pela oitava rodada da Série D, na Arena Acreana. A passagem foi marcada por polêmicas: após o anúncio da contratação, uma rede de supermercados suspendeu patrocínio e a técnica Rose Costa se desligou do clube. Em setembro de 2020, Bruno foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica, mas conseguiu liminar para retirá-la antes de treinos e jogos. Ele deixou a capital acreana dias depois da derrota do Vasco-AC para o Velo Clube-SP, pela Copa do Brasil.



