Trabalhador rural desaparece há mais de 20 dias em Matão, SP, e família do Piauí busca respostas
O caso do desaparecimento do trabalhador rural José Marcelino da Costa Silva, de 29 anos, completa mais de 20 dias sem esclarecimentos em Matão, no interior de São Paulo. Natural do Piauí, ele havia se mudado há seis meses para a região com o objetivo de trabalhar em uma lavoura de laranja, mas sua última aparição registrada foi no dia 12 de março, deixando familiares em estado de desespero e incerteza.
Família do Piauí registra boletim de ocorrência à distância
A mãe de José, Iraci Leonor da Silva Costa, que reside em Jaicós, no Piauí, tomou a iniciativa de registrar um boletim de ocorrência após receber informações sobre o desaparecimento do filho em Matão. No entanto, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Civil de Matão não foi notificada oficialmente sobre o caso, o que complica as investigações locais.
Franciel Francisco, cunhado de José, expressou a angústia da família: "Estamos desesperados à procura dele, não sabemos mais o que fazer". A busca por respostas incluiu tentativas de contato com a mulher com quem José estaria em um relacionamento e com seu empregador, mas nenhuma informação relevante foi obtida até o momento.
Detalhes preocupantes antecedem o desaparecimento
Conforme apurado, José Marcelino residia no Povoado Bosque, zona rural de Matão, onde morava com um amigo. Pessoas próximas relataram à família que esse colega não soube fornecer detalhes sobre o paradeiro dele, aumentando as suspeitas em torno do caso.
Familiares revelaram que José enfrentava problemas com vícios, incluindo o uso de álcool e outras substâncias não especificadas. Além disso, uma testemunha que preferiu não se identificar afirmou ter visto o trabalhador machucado, supostamente após uma agressão, cerca de 10 dias antes do desaparecimento. No entanto, ele não teria registrado um boletim de ocorrência sobre o incidente.
Comportamentos estranhos e última aparição registrada
Nos dias que antecederam o sumiço, José apresentou comportamentos agitados e confusos, conforme relatado por Franciel Francisco. Esta é a primeira vez que o cunhado desaparece, o que torna a situação ainda mais alarmante para os entes queridos.
A última vez que José foi visto foi por um amigo da família em um bar localizado na Rua João Pessoa, no bairro Parque Centenário, em Matão. Seu último contato com parentes ocorreu quatro dias antes dessa data, deixando um vácuo de informações sobre seus movimentos subsequentes.
Falta de comunicação entre polícias estaduais
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí foi questionada sobre a comunicação do desaparecimento às autoridades de Matão, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem. Essa lacuna na coordenação entre as polícias estaduais dificulta a busca efetiva por José Marcelino, prolongando o sofrimento da família.
Enquanto isso, a família continua mobilizada, buscando qualquer pista que possa levar ao paradeiro do trabalhador rural. O caso destaca os desafios enfrentados por migrantes internos no Brasil, especialmente em situações de vulnerabilidade e falta de suporte institucional adequado.



