Policial penal suspeito de feminicídio em hotel de Aracaju segue internado em estado estável
O caso do feminicídio ocorrido em um hotel de Aracaju, no último domingo (22), continua a gerar repercussão enquanto o principal suspeito, o policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, permanece internado em estado de saúde considerado estável. De acordo com atualização do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) nesta terça-feira (24), o acusado foi transferido para um leito de enfermaria e segue sob vigilância neurológica, após ter passado por cirurgia devido a um ferimento por arma de fogo, resultado de uma tentativa de tirar a própria vida logo após o crime.
Detalhes da investigação e situação do suspeito
A Polícia Civil investiga o ocorrido e aponta que Tiago tentou o suicídio após a morte de Flávia Barros, de 38 anos. O Huse confirmou que ele deu entrada na unidade no mesmo dia do crime e deve realizar novos exames, permanecendo sob cuidados médicos especializados. Paralelamente, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap-BA) informou que o suspeito já foi exonerado do cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso.
Segundo a Seap-BA, Tiago não respondia a nenhum processo administrativo disciplinar antes do incidente, apresentando um histórico funcional regular e desempenhando suas funções de gestão sem registros de condutas incompatíveis até então. A exoneração ocorreu como medida imediata diante da gravidade das acusações.
Quem era a vítima: Flávia Barros
A empresária Flávia Barros, natural de Santa Brígida no interior baiano, mas residente há anos em Paulo Afonso, foi morta na capital sergipana com a arma de fogo funcional de Tiago, conforme informações da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP). O casal havia viajado juntos para Aracaju para curtir o show de Rey Vaqueiro no sábado (21), um dia antes do crime.
Flávia havia completado 38 anos apenas uma semana antes do ocorrido, no dia 15 de março, data em que, segundo relatos de amigas, também foi pedida em namoro pelo suspeito. O relacionamento entre os dois havia começado em novembro do ano passado, marcando um período curto que terminou de forma trágica.
Após a morte, o corpo de Flávia foi velado em Paulo Afonso e posteriormente levado para Canindé de São Francisco, em Sergipe, onde foi sepultado na segunda-feira (23). A comunidade local e familiares estão em luto, enquanto as investigações prosseguem para esclarecer todos os detalhes do caso.
Implicações e próximos passos
O feminicídio em Aracaju levanta questões sobre violência de gênero e a atuação de agentes públicos armados. Com o suspeito ainda internado, as autoridades aguardam sua recuperação para possíveis interrogatórios e avanços nas investigações. A sociedade aguarda por justiça, enquanto medidas são tomadas para evitar novos casos semelhantes.



