Padrasto suspeito de matar enteado é executado a tiros em menos de 24h
Padrasto suspeito de matar enteado é executado a tiros

Câmeras de segurança registraram o momento em que Luan Henrique Silva de Almeida, conhecido como 'Fuzil', saiu de um apartamento carregando o enteado Arthur Kenay Andrade de Oliveira, de oito anos, desacordado. O menino morreu posteriormente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cubatão (SP), na noite de sexta-feira (1), com lesões compatíveis com maus-tratos. Arthur chegou ao local em parada cardiorrespiratória e não resistiu, apesar das tentativas de reanimação.

O crime

Antes de ser levado ao hospital, Arthur estava sozinho com o padrasto em um apartamento em São Vicente (SP). Imagens de monitoramento mostram a criança chegando à residência caminhando e, posteriormente, saindo desacordada nos braços do homem, por volta das 16h35 de sexta-feira. O caso foi registrado como homicídio, e 'Fuzil' foi apontado como principal suspeito. Ele fugiu, mas foi morto menos de 24 horas depois.

Execução do suspeito

De acordo com o boletim de ocorrência, 'Fuzil' foi baleado no bairro Ribeirópolis, em Praia Grande (SP), no sábado (2). Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado à UPA Samambaia. Durante o trajeto, a ambulância foi abordada por homens armados, que invadiram o veículo e dispararam novamente contra o suspeito. Luan não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 12h.

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Investigações em andamento

A Polícia Civil informou que realiza investigações para apurar os dois homicídios, ocorridos em cidades diferentes, mas com relação direta entre si. Após a morte da criança, foram realizados exames necroscópicos, perícias, oitivas de testemunhas e apreensão de imagens de câmeras de monitoramento para reconstrução da dinâmica dos fatos. No dia seguinte, 'Fuzil' foi baleado dentro de uma casa e, durante o atendimento de emergência, foi novamente atingido por tiros, ampliando a complexidade do caso.

O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande, que instaurou inquérito para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime. As equipes da Polícia Civil das cidades envolvidas atuam de forma integrada, compartilhando informações, provas técnicas e dados de inteligência. A corporação segue analisando laudos periciais, imagens, depoimentos e outros elementos para esclarecer completamente os fatos e responsabilizar os envolvidos.

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