Mulher tem parte do dedo arrancada com mordida durante briga no Carnaval de Iguape
A auxiliar de serviços gerais Tamiris Gonçalves Lima, de 27 anos, vive um trauma permanente após ter parte do dedo indicador direito arrancada por uma mordida durante uma briga no Carnaval de Iguape, no litoral de São Paulo, em 2025. Um ano após o incidente violento, ela revelou ao g1 que não consegue mais aproveitar a folia devido ao medo constante de reencontrar o agressor.
O incidente traumático na Praça Basílica
O caso ocorreu durante as comemorações carnavalescas na Praça Basílica, localizada no Centro da cidade. Segundo o relato da vítima, ela foi agredida pelo filho da ex-companheira de seu irmão ao tentar separar uma briga entre homens. A mordida foi tão violenta que arrancou a falange distal, o osso que fica na ponta dos dedos, do indicador direito de Tamiris.
"O Carnaval nunca mais vai ser a mesma coisa, com medo de encontrar esse mesmo pessoal e acontecer tudo novamente", afirmou a auxiliar, com voz emocionada. "Nunca vai ser como antes. Eu ia, ficava bastante tempo e curtia o Carnaval", completou ela, destacando como o trauma transformou sua relação com a festa popular.
Consequências físicas e psicológicas
Tamiris tentou retornar à mesma festa onde sofreu a agressão no domingo (15), mas não conseguiu permanecer por muito tempo. Decidiu ficar em casa até o final do Carnaval, dominada pelo receio de encontrar o ex-enteado de seu irmão, que está solto e, segundo ela, continua perseguindo sua família.
"Toda vez me lembro que ele anda por aí, como se nada tivesse acontecido. Para mim, é difícil e sofro com isso", desabafou a vítima. "Mexeu com meu psicólogo e com a parte física porque uso proteção [no dedo] por vergonha", finalizou, revelando as cicatrizes visíveis e invisíveis deixadas pelo ataque.
Atendimento médico e registro policial
Após o incidente, a mulher foi atendida inicialmente no Pronto-Socorro de Iguape e depois transferida para o Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua, em Pariquera-Açu. Ela apresentou radiografia e exame de corpo de delito na Delegacia de Polícia de Iguape, onde o caso foi registrado como lesão corporal.
Imagens do momento mostram Tamiris segurando o dedo ferido após a Polícia Militar apartar a briga. "Muito triste e revoltante. Ainda mais sendo mordida de humano, se é que pode se chamar assim", destacou a vítima sobre o episódio. "Eu aguardo por justiça que ele pague pelo que fez", acrescentou, expressando frustração com a aparente impunidade.
Investigações e segurança no Carnaval
O g1 questionou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo sobre a conclusão das investigações, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Enquanto isso, especialistas reforçam dicas importantes para segurança durante a folia:
- Não se envolva em brigas ou conflitos alheios
- Nunca utilize violência para impor sua vontade
- Fique atento ao consumo de bebidas e não aceite de estranhos
- Lembre-se que assédio e importunação sexual são crimes
- Em situações de risco, ligue imediatamente para o 190
O irmão de Tamiris, de 28 anos, também foi mordido durante o mesmo incidente, mas sofreu ferimentos menos graves. As imagens registradas mostram o agressor sendo detido pela Polícia Militar, porém a vítima afirma que ele foi liberado posteriormente na delegacia, aumentando seu sentimento de vulnerabilidade.



