Mulher morre após cirurgia plástica em SP; médico nega erro
Mulher morre após cirurgia plástica em SP (25.05.2026)

Uma tragédia abalou a família de Juliana Silva Xavier, de 39 anos, gerente comercial que faleceu após complicações decorrentes de uma cirurgia plástica realizada em São Paulo. A mulher deixou um filho de apenas cinco meses, conforme relatou o marido, Luís Antônio Castro Barros, de 42 anos, em entrevista ao g1.

De acordo com o boletim de ocorrência, Juliana, moradora de Iguape (SP), passou por um procedimento cirúrgico no Hospital Ruben Berta no dia 11 de maio. Poucas horas depois, apresentou complicações e foi transferida para o Hospital Alvorada Moema, onde teve a morte constatada em 14 de maio. A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita.

Cirurgia após cesárea recente

O marido contou que Juliana descobriu a gravidez uma semana após marcar a cirurgia, em 2025. O filho nasceu em dezembro daquele ano, e ela aguardou quatro meses após o parto para retornar à clínica. Segundo Luís, o médico responsável garantiu que não haveria risco de realizar o procedimento tão próximo à cesárea. "O médico foi super grosso e ríspido com ela. Mesmo assim, continuou decidida. Perguntamos se poderia fazer cirurgia tão recente e o médico falou que não teria perigo", relembrou.

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Versão do médico

O advogado Raul Canal, representante do médico que realizou a cirurgia, afirmou que o procedimento transcorreu dentro da normalidade. "No período pós-operatório, porém, houve uma grave e inesperada intercorrência clínica, decorrente de alterações orgânicas apresentadas pela própria paciente, prontamente identificada pela equipe assistencial", destacou em nota.

Mãe e esposa dedicada

Luís descreveu Juliana como uma "amiga, parceira, companheira, esposa dedicada, uma mãe maravilhosa". Ele acrescentou que ela trabalhava como gerente comercial em um grupo varejista e adorava fazer academia. "Era vaidosa. Cuidava do corpo e de mim. Devo minha vida a ela. Sou cardíaco, pois operei o coração e, várias vezes, ela me socorreu", finalizou.

Investigação policial

O caso foi registrado no 27º Distrito Policial (Campo Belo) como "morte súbita, sem causa determinante aparente", condição que exige apuração. A investigação está a cargo do 96º Distrito Policial (Monções). A Polícia Civil busca esclarecer se a morte foi uma fatalidade, relacionada a doença pré-existente, complicação cirúrgica ou eventual falha médica. O diagnóstico do hospital apontou "tromboembolia pulmonar devido a um agente biodinâmico". A família aguarda os laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML) para determinar responsabilidades.

Nota dos hospitais

O Hospital Alvorada informou que recebeu a transferência de Juliana no dia 13 de maio em estado grave e, apesar de todos os esforços, ela faleceu na noite do dia 14. A unidade se solidarizou com os familiares. O g1 não obteve retorno do Hospital Ruben Berta até a última atualização.

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