As mortes das amigas Elen Santos da Silva, de 21 anos, e Tamara Martins Guimarães, de 23, são investigadas como feminicídio e homicídio qualificado, respectivamente. A informação foi confirmada pela Polícia Civil da Bahia ao g1, por meio de nota. As jovens foram encontradas mortas em uma cova no dia 14 de abril, no distrito de Corumbau, em Porto Seguro, extremo sul do estado.
Investigação e prisão de suspeitos
A Polícia Civil informou que a 3ª Delegacia Territorial (DT/Trancoso) representou pela prisão dos suspeitos na última sexta-feira (24), mas aguarda a aprovação das ordens judiciais. A instituição não detalhou quantas pessoas são alvo da ação nem divulgou outros detalhes sobre as circunstâncias do crime. Os laudos de perícia do local ainda são aguardados, e diligências continuam para localizar os suspeitos e elucidar completamente o caso.
Desaparecimento e localização dos corpos
Elen e Tamara foram encontradas mortas após quatro dias desaparecidas. Os corpos estavam enterrados em uma área de mata. No entorno, foram encontrados um par de chinelos e um celular, que passarão por perícia. As amigas foram vistas pela última vez no dia 10 de abril, quando saíram juntas para um passeio. Segundo familiares, elas planejavam fazer o trajeto entre Corumbau, Prado e Montinho, e depois seguir para Porto Seguro. A motocicleta usada no deslocamento pertencia a Tamara.
Velórios e comoção
As jovens foram sepultadas no dia 16 de abril, sob forte comoção. Antes do velório de Elen, uma carreata foi realizada em protesto às mortes, reunindo moradores, parentes, lideranças indígenas, amigos e apoiadores. O ato seguiu em direção à Aldeia Mãe Barra Velha, em Porto Seguro, onde ocorreram o velório e sepultamento. Já o velório e enterro de Tamara foram em Guarani, distrito de Prado, também no extremo sul da Bahia.
Detalhes do caso
Elen e Tamara moravam juntas na Aldeia Xandó, bairro no distrito de Caraíva, em Porto Seguro. Conforme apuração da TV Santa Cruz, Tamara deixou a filha de três anos com a patroa antes de sair, afirmando que retornaria no dia seguinte. Elen teria deixado uma carta com mensagem à família, que circulou nas redes sociais. No entanto, segundo a mãe da jovem, a carta foi produzida em uma dinâmica da empresa onde ela trabalhava, na qual funcionários escreviam para familiares. A polícia apura o contexto. Os corpos e materiais encontrados foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) da região.



