Mulher morta e transportada em cama box será sepultada após um mês
Morta em cama box, mulher será sepultada após um mês

Katia Regina dos Santos, a aposentada de 49 anos que foi morta e transportada dentro de uma cama box em Guarujá, no litoral de São Paulo, será sepultada mais de um mês após o crime. Segundo a família, o corpo demorou a ser liberado devido ao estado avançado de decomposição, o que exigiu a realização de diversos exames periciais.

Desaparecimento e localização do corpo

A vítima foi dada como desaparecida após sair de casa no dia 29 de março. O corpo foi encontrado oito dias depois, em uma área de mata do Porto de Santos. As autoridades reconheceram Katia pelas roupas que usava quando sumiu. A Autoridade Portuária de Santos informou que o corpo foi localizado por funcionários de uma empresa terceirizada que realizavam serviços de manutenção na região.

Investigação e prisão dos suspeitos

A 3ª Delegacia de Homicídios do Deinter 6 iniciou as investigações e reconstituiu o trajeto da vítima. De acordo com a polícia, Katia entrou em uma casa e não saiu com vida. Ela foi retirada do imóvel dentro de uma cama box, transportada por um carrinho de mão por aproximadamente um quilômetro. Imagens de câmeras de monitoramento mostram um homem carregando a cama pelas ruas do distrito de Vicente de Carvalho.

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Marcel Roberto Santos, de 38 anos, e Josualdo Jesuíno da Silva, de 41, foram presos suspeitos de envolvimento no crime. Um deles confessou ter ocultado o cadáver após o namorado matar Katia por ciúmes. A bicicleta da vítima foi encontrada no imóvel onde ocorreu o crime. As investigações prosseguem para a conclusão dos exames periciais.

Sepultamento e homenagens

Katia deixou quatro filhos e sete netos. O sepultamento ocorreu neste sábado (2), às 14h30, no Cemitério da Consolação, em Vicente de Carvalho. A filha caçula, Thayna Regina Santos Pereira, afirmou: “Depois de tantos dias de angústia e espera, finalmente podemos nos despedir da nossa mãe. Fica uma dor impossível de explicar, um vazio enorme no peito e uma saudade que vai nos acompanhar para sempre. Mas junto com toda tristeza, fica também a gratidão por tudo que ela foi em nossas vidas: uma mulher forte, de coração bom.”

A filha Thamirys Regina Santos Pereira também prestou homenagem: “Sempre nos incentivou a nunca desistir dos nossos sonhos, sempre foi muito carinhosa, atenciosa com seus filhos e quando virou avó, não passava um dia sequer sem ver ou mandar mensagens, sempre com muito amor.”

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