Médica é baleada a caminho do plantão em tiroteio na Transolímpica no Rio
Médica baleada em tiroteio na Transolímpica no Rio

Tiroteio na Transolímpica fere médica e deixa motoristas em pânico

A manhã de feriado desta terça-feira (21) foi marcada por violência e medo na Transolímpica, via expressa na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um confronto entre policiais e criminosos armados resultou em ao menos quatro feridos, entre eles a médica pediatra Simone Ferreira Alves, que seguia para um plantão no Samu quando foi baleada nas costas.

Pânico e vulnerabilidade na via expressa

Por volta das 6h30, criminosos que circulavam em um carro elétrico roubado foram localizados por policiais do Batalhão de Bangu. Ao receberem ordem de parada, os suspeitos atiraram, dando início a um tiroteio que aterrorizou motoristas e passageiros. Muitos desceram de seus veículos e buscaram abrigo atrás da mureta central da pista, em cena de desespero.

Durante a troca de tiros, um dos criminosos tentou roubar uma moto para fugir e, em seguida, abordou uma caminhonete. A motorista, que não parou, foi atingida por um disparo. A vítima é a médica Simone Ferreira Alves, que passou por cirurgia no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, e encontra-se em estado estável, segundo a direção do hospital.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reação dos usuários e críticas à segurança

Motoristas que dependem da Transolímpica para trabalhar expressaram profunda preocupação com a falta de policiamento em um dos principais corredores de ligação entre bairros da região. “Eu fico triste porque, infelizmente, a segurança do nosso estado está muito ruim. Essa é a grande realidade. Agora, numa via expressa como essa, acontecer o que aconteceu não era para ter acontecido”, afirmou Felipe Santos, corretor de imóveis e motorista de aplicativo.

Adriano Oliveira, eletricista que também atua como motorista de aplicativo, reforçou a sensação de vulnerabilidade: “Uso bastante a Transolímpica. Trabalho no Aterro do Flamengo e pego sempre a via para seguir pela Barra. O trânsito é muito intenso e você não vê quase policiamento. Não tem segurança nenhuma”.

Resposta da Polícia Militar e desfecho do caso

Procurada pela TV Globo, a Polícia Militar informou que mantém policiamento ostensivo contínuo na Transolímpica, com patrulhamento motorizado e pontos fixos em locais estratégicos. No entanto, o episódio revela lacunas que alarmam a população.

Segundo a corporação, dois suspeitos foram baleados e levados para o mesmo hospital sob custódia policial, enquanto um terceiro foi preso no local. O grupo é ligado ao Complexo do Chapadão. Os policiais apreenderam duas pistolas e o carro elétrico roubado usado pelos criminosos.

Impacto na comunidade e apelos por mudanças

O tiroteio não é um caso isolado, segundo relatos de usuários da via, que destacam a recorrência de incidentes violentos. A situação expõe falhas críticas na segurança pública e gera um clamor por medidas efetivas para proteger cidadãos que transitam por uma das vias mais movimentadas da cidade.

A médica baleada simboliza os riscos enfrentados por profissionais essenciais no exercício de suas funções, enquanto a comunidade local exige ações concretas para restaurar a tranquilidade e a confiança na infraestrutura urbana.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar