Seis irmãos dormem no chão de conselho tutelar em SP por falta de vagas em abrigos
Irmãos dormem no chão por falta de vagas em abrigos em SP

Crianças dormem no chão e passam fome em conselho tutelar

Seis irmãos, com idades entre 1 e 13 anos, enfrentaram uma situação dramática no Conselho Tutelar de Pirituba, na Zona Norte de São Paulo. Eles permaneceram por mais de 24 horas no local, dormindo no chão com cobertores doados e dependendo de doações de alimentos para se alimentar, após o órgão não conseguir vagas em abrigos municipais.

De acordo com os conselheiros da unidade, as crianças chegaram ao Conselho Tutelar por volta das 16h de quinta-feira (21). O pedido de vagas em unidades de acolhimento foi feito às 21h30 do mesmo dia, mas até a noite de sexta-feira (22) o grupo ainda não havia sido realocado. Somente no início da noite de sexta, a Prefeitura de São Paulo disponibilizou vagas, porém em unidades separadas, o que contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina que irmãos não devem ser separados.

“Toda a equipe presente, de madrugada, articulando... e as crianças estão aqui. E nós estamos tendo muita dificuldade para conseguir vaga, não só o conselho daqui, como os 52 conselhos”, afirmou a conselheira tutelar Dinoar Silva da Mata.

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A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social informou que as seis crianças e adolescentes estavam recebendo encaminhamento para uma unidade de acolhimento. Segundo a pasta, os irmãos foram encontrados em situação de abandono e negligência, vivendo com o pai, sem alimentação e expostos ao frio. A secretaria acrescentou que, em casos como esse, a Central de Vagas da Assistência Social identifica o serviço mais adequado para cada situação.

A falta de vagas em abrigos da Prefeitura de São Paulo é um problema recorrente, que sobrecarrega os Conselhos Tutelares e expõe crianças e adolescentes a condições precárias. A situação dos seis irmãos evidencia a urgência de ampliar a rede de acolhimento e garantir o cumprimento do ECA, que prioriza a manutenção dos vínculos familiares e a não separação de irmãos.

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