Gatos da família de menina envenenada passam por perícia em caso de morte suspeita
Gatos de família de menina envenenada passam por perícia

Gatos da família de menina envenenada passam por perícia em caso de morte suspeita

Quatro gatos foram encontrados sem vida na mesma vizinhança onde uma menina de 9 anos faleceu por suspeita de envenenamento, em Alto Horizonte, Goiás, conforme informações da Polícia Civil. O delegado Sandro Leal relatou ao g1 que os animais podem ter sido intoxicados pela mesma substância que causou a morte de Weslenny Rosa Lima e deixou seu irmão, de 8 anos, internado em estado grave.

Detalhes do caso e investigação em andamento

As crianças foram encaminhadas ao hospital imediatamente após o jantar na noite de sexta-feira, 27 de setembro, com a morte da menina sendo confirmada no sábado, dia 28. A mãe e o padrasto das vítimas foram ouvidos pela polícia logo após o ocorrido, juntamente com outros envolvidos. Todos foram liberados, mas os celulares da mãe, do padrasto e das crianças foram apreendidos para auxiliar nas investigações.

Sandro Leal explicou que a principal suspeita é de que as crianças tenham sido envenenadas com chumbinho durante o jantar, considerando o tempo de reação do organismo à substância. Após as refeições, era comum os moradores jogarem os alimentos no quintal, onde havia um galinheiro, mas os animais estavam presos e não tiveram contato direto com a comida.

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Foco na relação entre os gatos e o envenenamento

O delegado destacou que a investigação busca compreender se os gatos teriam consumido o alimento envenenado no quintal ou se tiveram contato direto com as crianças. "Até o momento, nenhum tutor reivindicou esses gatos, mas seriam animais da vizinhança. Inclusive, isso é objeto de investigação, onde buscamos saber se os gatos foram até o local ou se as crianças foram até o local onde estariam os gatos", afirmou Sandro Leal.

As investigações continuam ativas, e o irmão da menina permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano, sendo acompanhado pelo pai biológico. A polícia aguarda os resultados das perícias para identificar a substância exata responsável pelo envenenamento.

Refeição suspeita e depoimentos familiares

De acordo com o delegado, a família consumiu carne, arroz e feijão preparados na própria casa pelo padrasto na noite em que os irmãos passaram mal. Quando questionados sobre por que apenas as crianças apresentaram sintomas, a mãe e o padrasto afirmaram não saber a resposta, destacando que consumiram as mesmas refeições e não possuíam veneno em casa.

Sandro Leal ressaltou que a mãe e o padrasto são considerados suspeitos naturais, por serem os únicos adultos presentes no local do incidente. A defesa deles não foi localizada pelo g1 para comentários. Os familiares também mencionaram outros alimentos consumidos ao longo do dia, como mortadela e um bolo de milho, este último sendo a única comida trazida de fora do lar por outro filho da mãe, que também foi ouvido e liberado.

"A refeição mais suspeita, pelo lapso temporal, é a carne, o arroz e o feijão, sendo que a carne já estaria preparada desde o meio-dia, e o arroz e o feijão foram preparados na hora. Então essa é a refeição mais suspeita", declarou o delegado.

Relato emocionado da mãe e procedimentos periciais

Nábia Rosa Pimenta, mãe das crianças, contou à TV Anhanguera que a filha passou mal após o jantar, chamando-a no quarto e reclamando de dores na barriga, pedindo para ir ao hospital. "Eu assustei porque, quando a pessoa baba e sai espuma pela boca, geralmente é veneno, só que eu nem dei por mim que poderia ser isso. Eu estava tão nervosa que a única coisa que eu queria fazer era acudir ela", relembrou a mãe.

Após serem levadas ao hospital de Alto Horizonte, a equipe médica acionou a Polícia Militar devido aos sintomas apresentados pelas crianças, incluindo taquicardia e sudorese. Marcelo de Castro Coelho Morais, da 7ª Coordenação Regional de Polícia Técnico-Científica de Uruaçu, explicou que as matrizes biológicas coletadas da vítima, do irmão e dos animais permitirão identificar a substância causadora do envenenamento, com a principal suspeita recaindo sobre o chumbinho.

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