A Polícia Civil do Pará esclareceu com detalhes a morte da professora Lana Angélica Sousa Guimarães, de 60 anos, ocorrida em Juruti, no oeste do estado, no início desta semana. O crime aconteceu dentro da residência da vítima e teve como autor o próprio filho dela, Clédson Guimarães, conhecido como “Queque”, que confessou o homicídio após ser preso.
Como o crime foi descoberto
Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado na segunda-feira (27), quando equipes foram acionadas para atender uma ocorrência de homicídio. Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram a professora caída ao chão, com diversas perfurações provocadas por faca. O delegado Weslley Vicente, responsável pela investigação, afirmou que a cena indicava extrema violência.
“A vítima apresentava cerca de 12 perfurações de arma branca. A partir disso, iniciamos a coleta de provas, apreendemos a faca utilizada no crime e o celular da vítima, além de requisitar exames periciais”, explicou o delegado. Ainda no local, os investigadores começaram a ouvir testemunhas e a buscar imagens de câmeras de segurança nas proximidades para entender a movimentação antes e depois do crime.
Investigação aponta filho como suspeito
Com o avanço das diligências, os indícios passaram a apontar o próprio filho como principal suspeito. Diante das provas reunidas, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária de Clédson Guimarães, que foi cumprida. Inicialmente, ele negou participação, mas mudou de versão durante a investigação.
“Ele apresentou resistência em um primeiro momento, mas posteriormente pediu a presença das três irmãs na delegacia. Foi nesse encontro, marcado por forte emoção, que ele decidiu confessar o crime e solicitou um novo interrogatório para formalizar a confissão”, relatou o delegado.
Motivação: dívidas e conflitos familiares
As investigações apontam que o crime foi motivado por problemas financeiros enfrentados pelo suspeito. Conforme a polícia, Clédson Guimarães acumulava dívidas, inclusive com agiotas, e enfrentava dificuldades relacionadas ao uso de entorpecentes. No dia do crime, ele teria procurado a mãe em busca de ajuda financeira. A vítima, que já havia auxiliado o filho anteriormente, negou o pedido desta vez.
“Diante da negativa, ele teve uma reação completamente desproporcional, tomada por raiva, e acabou desferindo os golpes que resultaram na morte da própria mãe”, detalhou o delegado.
Ação integrada e rápida elucidação
A investigação contou com o apoio de equipes especializadas de Santarém, como o Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), a Divisão de Homicídios e a Polícia Científica do Estado, que atuaram na produção de provas técnicas e relatórios de inteligência. Segundo a Polícia Civil, o trabalho conjunto foi decisivo para a rápida identificação da autoria e esclarecimento do crime.
Suspeito transferido para Santarém
Devido à forte comoção provocada pelo caso em Juruti, o suspeito foi transferido para o presídio em Santarém após a prisão. “A repercussão foi muito grande. Houve uma mobilização para que a transferência ocorresse de forma rápida, garantindo a segurança e a ordem pública”, informou o delegado. A Polícia Civil considera o caso esclarecido. O inquérito segue agora para os procedimentos legais junto ao Poder Judiciário.



