Festa de traficante em mansão no Vidigal é revelada por imagens exclusivas
Imagens exclusivas obtidas pelo programa Fantástico mostram como o traficante Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dáda, transformou uma casa no alto do Vidigal, no Rio de Janeiro, em uma base de luxo para uma festa e esconderijo. O imóvel possuía piscina, churrasqueira, oito quartos e câmeras de segurança, evidenciando a estrutura montada para o evento criminoso.
Operação policial e fuga do traficante
Na segunda-feira, 20 de janeiro, uma operação policial teve Dáda como principal alvo, mas ele conseguiu fugir. A ação gerou tiroteio na região, deixando turistas presos no alto do Morro Dois Irmãos. Dáda possui condenações por tráfico e homicídio que somam 68 anos de prisão. Ele fugiu do presídio de Eunápolis, na Bahia, no final de 2024. Investigações do Ministério Público indicam que, desde então, ele se esconde no Complexo da Rocinha.
Festa de aniversário da filha e encontro criminoso
Segundo as investigações, Dáda deixou a Rocinha e seguiu para o Vidigal para participar da festa de aniversário de três anos de sua filha. A casa alugada na comunidade vizinha serviu como ponto de encontro do grupo durante o fim de semana. A localização da casa era estratégica: no alto da comunidade, perto da mata e em área de difícil acesso para agentes de segurança, facilitando fugas e permitindo vigilância sobre a movimentação no entorno.
Preparação e armamento do grupo
Dias antes da chegada do traficante, outros criminosos armados estiveram no local. Segundo o Ministério Público, o grupo evitava circular com fuzis aparentes dentro da casa, mas confiava na proteção oferecida pelo tráfico local. Mesmo assim, as imagens mostram armas sendo guardadas em quartos. As gravações obtidas pela reportagem revelam detalhes da movimentação do grupo no último fim de semana. Em uma das imagens, um homem visita os quartos e comenta problemas no imóvel. Em outra, comparsas apresentam a suíte reservada ao líder, chamada por eles de “presidencial”. A preparação para a festa incluiu limpeza do imóvel, tratamento da piscina e montagem de mesas para churrasco.
Chegada de Dáda e presença de outros foragidos
Dáda chegou escoltado por homens armados. Promotores afirmam que ao menos 20 fuzis aparecem nas imagens feitas no local. Durante o evento, também estavam presentes outros foragidos apontados como perigosos, como Édson Santos Cruz, conhecido como Gana ou Bomba, e Sirlon Rosário Dias Silva, que fugiu do presídio ao lado de Dáda. Para investigadores, além da confraternização, o encontro também serviu para tratar de negócios criminosos.
Comemoração e saída antes da polícia
A principal comemoração ocorreu no domingo, com brinquedos infantis, algodão-doce e bebidas alcoólicas. Após dois dias de festa, os homens deixaram a mansão no alto do Vidigal ainda na madrugada de segunda-feira (20). As imagens mostram a saída tranquila do grupo, horas antes da chegada da polícia. Cerca de três horas depois, agentes realizaram a operação no imóvel, que já estava vazio. A saída antecipada levantou suspeitas sobre como os criminosos souberam da ação. O Ministério Público afirmou que ainda apura o caso e trabalha com hipóteses em investigação. Já a CORE negou qualquer vazamento de informação.



