Liberação de corpos após ataque violento em festa na Paraíba
Os corpos de duas das três vítimas fatais do ataque a tiros que ocorreu durante uma festa na cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa, na madrugada do último domingo (15), foram liberados para os familiares pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC). As informações foram confirmadas pela TV Cabo Branco e detalham um trágico episódio de violência que chocou a região.
Vítimas identificadas e procedimentos periciais
Foram liberados os corpos de Hebert Araújo do Nascimento e Gabriel dos Santos Nascimento, ambos com 24 anos de idade. A liberação ocorreu ainda no mesmo dia do ataque, após a realização dos exames de necropsia e outros procedimentos padrão da perícia forense. Até o momento, não há informações divulgadas sobre os velórios e sepultamentos desses jovens.
Entretanto, a situação é diferente para o corpo de Mateus Eduardo dos Santos Freire, de apenas 16 anos. O adolescente não teve seu corpo liberado porque não possuía documento de identidade (RG), e a família apresentou somente uma certidão de nascimento, que não foi aceita pelo IPC como documento válido para a liberação.
"A mãe do jovem já coletou material para a realização de um exame de DNA com o corpo", explicou uma fonte. O resultado desse exame deve sair entre 30 e 90 dias, e somente após essa confirmação o corpo poderá ser entregue à família.
Feridos e internações hospitalares
Além das três mortes, o ataque a tiros resultou em seis pessoas feridas, que foram encaminhadas para atendimento médico. De acordo com o Hospital de Trauma de João Pessoa, três dessas vítimas continuam internadas. Duas delas, com 25 e 21 anos, apresentam quadro clínico estável, enquanto um paciente de 26 anos permanece em estado grave na unidade hospitalar. As outras três pessoas feridas já receberam alta médica.
Prisão de suspeitos e apreensões
Em uma operação coordenada pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Sérgio Fonseca, cinco suspeitos de participação no ataque foram detidos ainda na tarde do domingo (15), na cidade de Bayeux. Com o grupo, foram apreendidas duas armas de fogo, uma réplica de arma e uma quantidade não especificada de drogas.
A polícia informou que os suspeitos foram encontrados queimando o documento de uma das vítimas e estavam com celulares pertencentes às pessoas atingidas no ataque. Entre os detidos, há três adolescentes. Um dos homens presos é o dono da casa onde o grupo estava escondido, mas a polícia ressalta que ainda não há confirmação de sua participação direta no crime.
Detalhes do ataque e investigações
O delegado Ivaney Ferreira, que esteve no local do crime, afirmou que as pessoas participavam de uma festa quando um grupo de pelo menos 20 indivíduos fortemente armados chegou ao local por volta das 4h da madrugada. "(Foi) uma ação orquestrada por uma organização criminosa", declarou o delegado.
Na perícia inicial, foram encontrados cerca de 50 cartuchos de munição de diferentes calibres, incluindo fuzis 556 e 762, além de diversas pistolas. Segundo relatos, ao chegarem, os suspeitos atiraram contra duas pessoas, o que fez com que outros participantes tentassem fugir pulando o muro da residência.
Há relatos de gritos com referência a uma organização criminosa durante o ataque. O delegado destacou que, na verificação inicial, nenhuma das vítimas tinha mandado de prisão em aberto ou registro de antecedentes criminais. O organizador da festa está entre os mortos.
"As vítimas não tinham nenhuma com mandado de prisão em aberto. Há relato de que o pai de um deles era envolvido com o tráfico de drogas. Outro que está internado já havia sido vítima de tentativa de homicídio", explicou o delegado Ferreira.
O crime ocorreu por volta das 4h30 em uma casa próxima ao Aeroporto Castro Pinto e segue sendo investigado pela Polícia Civil da Paraíba, que busca esclarecer todos os detalhes dessa violenta ação que deixou mortos, feridos e uma comunidade em luto.



