Adolescente morre após briga por chiclete no DF; advogado fala em homicídio premeditado
Adolescente morre após briga por chiclete no DF; caso é homicídio

Adolescente de 16 anos não resiste após agressão violenta no Distrito Federal

O jovem Rodrigo Castanheira, de apenas 16 anos, faleceu na manhã deste sábado (7), após permanecer por 16 dias internado em estado gravíssimo. A morte ocorreu em decorrência de uma briga que começou com uma discussão por conta de um chiclete, no dia 23 de janeiro, em Vicente Pires, região administrativa do Distrito Federal.

Advogado da família classifica caso como homicídio premeditado

Na tarde de domingo (8), o advogado Albert Halex, representante da família de Rodrigo, afirmou que a morte do adolescente foi resultado de um homicídio premeditado. Segundo ele, a agressão não foi um ato isolado, mas sim uma emboscada organizada por um grupo.

O profissional reforçou que existem elementos que apontam para o envolvimento de mais pessoas no crime. "Foi um homicídio premeditado por um grupo que realizou uma emboscada. Então, todos aqueles que estavam dentro do veículo deverão responder pelo homicídio", declarou Halex.

Desentendimento escolar teria motivado o ataque violento

O advogado explicou que o episódio teve início em um desentendimento entre Rodrigo e um adolescente mais novo, colega de escola do jovem. De acordo com a defesa da família, esse adolescente — que seria amigo de Pedro Turra, o agressor preso — teria motivado o ataque.

"Ciúmes, vários episódios, inclusive, Rodrigo Castanheira, temos a notícia de que ele queria mudar de sala por causa da perseguição deste garoto", afirmou o advogado. A delegacia já trata o caso como homicídio, e a defesa acredita que o crime foi doloso, diante dos indícios de emboscada.

Detalhes da agressão e internação hospitalar

Durante a agressão, Rodrigo levou uma sequência de socos, caiu e bateu a cabeça na porta de um carro. O jovem sofreu um traumatismo craniano grave e chegou a ter uma parada cardiorrespiratória de 12 minutos.

Ele foi levado para o Hospital Brasília Águas Claras, onde permaneceu em coma induzido desde a madrugada de 23 de janeiro. Em nota, o hospital confirmou que, "apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais".

Agressor preso preventivamente e com histórico de denúncias

O agressor, identificado como Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, foi inicialmente preso e liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil. No entanto, a Justiça decretou sua prisão preventiva dias depois. Atualmente, ele está detido no Centro de Detenção Provisória da Papuda, em cela individual, após relatar ameaças dentro da unidade.

Pedro Turra, que era piloto da Fórmula Delta, foi desligado do quadro de pilotos da temporada 2026. O Superior Tribunal de Justiça negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

Novas denúncias surgem contra o piloto

A Polícia Civil apura outras quatro denúncias envolvendo Pedro Turra, incluindo agressões anteriores que vieram à tona após a repercussão do caso. As investigações incluem:

  • Agressão em janeiro contra o adolescente de 16 anos;
  • Briga em uma praça de Águas Claras, em junho de 2025;
  • Denúncia de uma jovem que afirma que Pedro a forçou a ingerir bebida alcoólica quando ela ainda era menor de idade;
  • Agressão contra um homem de 49 anos em uma briga de trânsito.

Notas de pesar e arrependimento

A defesa de Pedro Turra divulgou uma nota afirmando que a família do piloto "lamenta profundamente o falecimento de Rodrigo Castanheira". Na mesma comunicação, foi dito que Pedro manifestou "profundo arrependimento" e que lhe foram disponibilizados um livro e uma Bíblia para reflexão durante a detenção.

O Hospital Brasília Águas Claras também emitiu uma nota solidarizando-se com os familiares e amigos de Rodrigo, prestando todo o suporte necessário neste momento de dor.

O caso continua sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, com a perspectiva de que mais pessoas possam ser responsabilizadas pelo homicídio do adolescente.