A tragédia que comoveu Santa Catarina chegou a um desfecho trágico. O corpo de Isabela Miranda Borck, uma adolescente de 17 anos natural de Jaraguá do Sul, foi localizado sem vida em Caraá, no Rio Grande do Sul. A jovem estava desaparecida desde o dia 30 de novembro de 2025.
Longa busca por respostas
A descoberta ocorreu na sexta-feira, 16 de janeiro, em uma área de mata densa, a mais de 470 quilômetros de distância de Itajaí, cidade onde Isabela morava e foi vista pela última vez. O local fica próximo a uma casa onde o principal suspeito do crime, o pai da vítima, de 53 anos, residia na época do desaparecimento. A cidade de Caraá tem pouco mais de sete mil habitantes.
O pai da adolescente foi preso no dia 18 de dezembro, em Maracaju, no Mato Grosso do Sul, após um trabalho de inteligência da polícia. Na última semana, uma equipe da Delegacia de Homicídios de Itajaí foi até o MS e fez a escolta do investigado para o presídio de Itajaí, onde ele ingressou na quinta-feira, dia 15.
Uma vida interrompida
Isabela tinha acabado de concluir o Ensino Médio em 2025 e construía planos para o futuro. Ela morava em Itajaí com a mãe e um irmão. A escola onde estudava desde 2015 emitiu uma nota de pesar, destacando a personalidade da ex-aluna.
"Ela construiu na escola uma trajetória marcada pela presença serena, pelo olhar sensível e pela criatividade", dizia um trecho da mensagem. A instituição também lamentou que a jovem não pôde participar dos momentos finais da sua etapa escolar, como a colação de grau e o baile, "por ter sido vítima de uma tragédia e de uma violência difícil de compreender e aceitar".
Investigação em andamento
A polícia ainda não divulgou a causa da morte ou a motivação por trás do crime. De acordo com as autoridades, uma coletiva de imprensa está marcada para a segunda-feira, 19 de janeiro, para detalhar os avanços do caso. A investigação segue para esclarecer todos os fatos que levaram ao desaparecimento e à morte da adolescente, encerrando um período de angústia de mais de 45 dias para a família e amigos.
O caso, que transita entre duas unidades da federação, mobilizou polícias civis de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, evidenciando a complexidade e o alcance das investigações criminais.