Corpo de adolescente desaparecida é encontrado no RS; pai está preso
Adolescente desaparecida é encontrada morta no RS

A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou uma trágica descoberta na última sexta-feira, dia 16 de janeiro. O corpo da adolescente Isabela Miranda Borck, de 17 anos, foi localizado no município de Caraá, no Rio Grande do Sul. A jovem estava desaparecida desde o final do mês de novembro do ano passado.

Local do achado e suspeito preso

O local onde a vítima foi encontrada fica próximo à residência onde o pai dela morava. O homem, cuja identidade não foi divulgada, já estava preso desde o dia 19 de dezembro, suspeito de envolvimento no desaparecimento e na morte da filha. A informação sobre a localização do corpo foi confirmada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel.

A reportagem tentou, sem sucesso, contatar a defesa do suspeito para obter um posicionamento. Até o momento, a motivação do crime e outros detalhes sobre as circunstâncias do desaparecimento de Isabela não foram revelados pelas autoridades policiais, que seguem com as investigações em andamento.

Vida interrompida e luto da comunidade

Isabela residia com a mãe e um irmão na cidade de Itajaí, em Santa Catarina. Ela havia concluído o ensino médio no ano passado, um marco que não pôde ser celebrado com a alegria esperada. A instituição de ensino onde estudou manifestou profundo pesar em uma nota publicada nas redes sociais.

"Ela não pôde estar junto aos amigos nos últimos momentos dessa etapa tão esperada -a colação de grau, o baile, as despedidas- por ter sido vítima de uma tragédia e de uma violência difícil de compreender e aceitar", escreveu o colégio, em um emocionado comunicado.

Caso paralelo: delegada e declaração sobre PCC

Em um fato não relacionado ao caso de Isabela, mas que também movimentou a Polícia Civil nesta sexta-feira (16), a delegada recém-empossada Layla Ayub prestou depoimento à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo. Segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, em um depoimento que durou mais de cinco horas, a delegada teria dito que "deu bobeira" ao advogar em nome de uma facção criminosa, em uma referência ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O caso da delegada segue em apuração interna e é tratado de forma separada da investigação sobre a morte da adolescente de Itajaí.