Adolescente de 17 anos confessa assassinato da avó em Igaci, Alagoas, após ouvir vozes por uso de drogas
Adolescente confessa matar avó em Igaci após ouvir vozes por drogas

Adolescente confessa crime brutal contra avó em Igaci após alegar vozes induzidas por drogas

Um adolescente de 17 anos foi apreendido na segunda-feira, 9 de setembro, suspeito de cometer um assassinato chocante contra sua própria avó, de 73 anos, na cidade de Igaci, localizada no interior do estado de Alagoas. O crime ocorreu com golpes de madeira, revelando uma tragédia familiar que abalou a comunidade local.

Detalhes do crime e confissão do suspeito

De acordo com informações da Polícia Militar de Alagoas, o jovem confessou o homicídio durante a abordagem policial. Ele alegou que ouviu vozes comandando-o a cometer o ato, situação que atribuiu ao uso de substâncias entorpecentes. A polícia foi acionada para investigar o ocorrido na Rua Divaldo Suruagy, onde o corpo da idosa, identificada como Jailza Paulino, foi encontrado dentro do banheiro da residência, apresentando sangramento na cabeça.

O irmão da vítima relatou às autoridades que Jailza foi vista com vida pela última vez no domingo, 8 de setembro, por volta das 20h15. Na ocasião, ela estava na companhia da namorada do suspeito, que é seu neto. O casal, conforme descrito, era usuário de drogas e residia com a idosa, configurando um cenário de convivência problemática.

Investigação policial e apreensão dos envolvidos

Os policiais foram informados de que o irmão de Jailza precisou cortar um cadeado para adentrar a casa, onde, além do corpo, percebeu o sumiço de uma televisão e do botijão de gás de cozinha. Isso sugere que o crime pode ter envolvido outros motivos além dos relatados pelo adolescente.

Os militares localizaram o casal em um terreno próximo a uma região conhecida como Jangada. Durante a abordagem, não apenas o neto confessou o crime, mas sua companheira confirmou a versão, corroborando os fatos apresentados à polícia. O suspeito foi então conduzido, acompanhado de sua responsável legal, até a maternidade de Igaci para a realização de um exame de corpo de delito, procedimento padrão em casos de violência.

Detenção e encaminhamento do adolescente

Após ser liberado do exame médico, o adolescente foi encaminhado ao Centro Integrado de Segurança Pública de Palmeira dos Índios, onde permaneceu detido. A medida reflete a gravidade do crime e a necessidade de investigações mais aprofundadas, incluindo a análise do estado mental do jovem e a influência das drogas no episódio.

Este caso chama a atenção para questões críticas, como o impacto do uso de drogas na saúde mental e a violência doméstica, destacando a importância de políticas públicas voltadas para a prevenção e o apoio às famílias em situações de risco.