Adolescente sonhava ser advogada criminalista antes de ser assassinada e enterrada em Betim
Adolescente assassinada em Betim sonhava ser advogada criminalista

Adolescente de 16 anos é assassinada e enterrada em área de mata em Betim

Um vídeo emocionante mostra como Gabrielly Marques de Oliveira Belo, de apenas 16 anos, era uma adolescente feliz, divertida e cheia de sonhos. A jovem, que tinha o objetivo de se tornar advogada criminalista, viu seus projetos de vida serem brutalmente interrompidos por um crime chocante na cidade de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Suspeitos se entregam e confessam o assassinato

Neste domingo (22), dois jovens se apresentaram espontaneamente à polícia e confessaram ter cometido o assassinato. Kauã Israel dos Reis Silva, de 18 anos, e Wellington Souza de Jesus, de 19 anos, não apenas admitiram o crime como também indicaram o local onde haviam escondido o corpo da vítima.

De acordo com as informações fornecidas pelos próprios acusados, eles enterraram o corpo de Gabrielly em uma área de mata no bairro Icaivera, em Betim, em um local considerado de difícil acesso. Os jovens relataram à polícia que estavam com medo de serem mortos, pois algumas pessoas da comunidade já começavam a desconfiar de seu envolvimento no desaparecimento da adolescente.

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Mãe descreve filha como "brincalhona e humana"

Em entrevista ao g1, Josiane de Oliveira, mãe de Gabrielly, descreveu a filha com profunda emoção. "Foi um soco, eu estou sem acreditar! Ela era uma menina prestativa, me ajudava em casa. Adorava ter amigos e tinha um sorriso cativante. Era brincalhona, humana e ajudava a todos que estavam ao redor. Era muito amada por todos", afirmou a mãe, que tem outros três filhos com idades de 3 anos, 5 anos e um bebê de apenas 9 meses.

Josiane revelou que a última vez que viu a filha foi no dia em que Gabrielly chegou da escola. A adolescente saiu de casa durante a madrugada, sem que a mãe percebesse, para se encontrar com Kauã, com quem mantinha um relacionamento.

Sonho de ser advogada criminalista interrompido

Gabrielly era conhecida por seu sorriso espontâneo e sua alegria contagiante. Além de estudiosa, a jovem frequentava cursos da Associação Profissionalizante do Menor e tinha um objetivo claro para o futuro. "Todo mundo na escola gostava dela e ela tinha o sonho de estudar direito e ser advogada criminalista", contou a mãe, que agora clama por justiça.

"Eu quero justiça para que ela não seja só mais uma na estatística. Eles têm que pagar", protestou Josiane, demonstrando a dor de uma família que perdeu uma filha promissora de maneira tão violenta.

Detalhes chocantes do crime

Segundo o relato policial, os dois jovens procuraram a delegacia em Betim e indicaram precisamente onde o corpo estava escondido. Eles confessaram ter matado Gabrielly a tiros, com Wellington sendo identificado como autor dos disparos. Kauã teria tentado esfaquear o corpo, mas não conseguiu completar o ato.

Os acusados alegaram que o crime foi motivado pela suspeita de que a vítima estaria planejando matá-los. Após o assassinato, enterraram o corpo em uma área de mata no bairro Icaivera, onde uma operação conjunta com o Corpo de Bombeiros foi necessária para localizar os restos mortais.

Os jovens afirmaram à polícia que se arrependeram do crime e que o medo de represálias da comunidade os levou a se entregarem. Gabrielly estava desaparecida desde o dia 18 de março, deixando familiares e amigos em angústia até a trágica descoberta.

O caso choca a comunidade de Betim e levanta questões sobre violência contra jovens, especialmente meninas que, como Gabrielly, tinham sonhos e projetos de vida interrompidos pela brutalidade. A investigação continua para apurar todos os detalhes deste crime que tirou a vida de uma adolescente descrita por todos como alegre, estudiosa e cheia de potencial.

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