Prefeito de Macapá é afastado em operação da PF que investiga desvio em obras de hospital
Na manhã desta quarta-feira (4), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Paroxismo, que investiga suspeitas de fraude em licitações e desvio de recursos públicos nas obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN), além do afastamento temporário de gestores e servidores públicos por um período de 60 dias.
Quem são os principais alvos da operação
Antônio Furlan (PSD) – Prefeito de Macapá, médico cirurgião conhecido como Dr. Furlan. Eleito em 2020 e reeleito com 204.291 votos (85,08%) nas eleições municipais de 2024, é investigado por suposta participação em esquema de direcionamento de licitações e desvio de verbas ligadas às obras do hospital. Endereços vinculados a ele foram alvo de buscas durante a operação.
Mário Neto (Podemos) – Vice-prefeito de Macapá, também afastado por decisão do STF. Segundo as investigações, teria atuado em conjunto com o prefeito em contratos da área da saúde, potencialmente facilitando irregularidades.
Érica Aymoré – Secretária municipal de Saúde, responsável pela condução de licitações e contratos da área, incluindo os relacionados ao hospital. Foi afastada do cargo e é investigada por suposta participação no esquema criminoso.
Chefe do setor de licitação da prefeitura – Nome não divulgado oficialmente até a última atualização da reportagem. É apontado como peça-chave no suposto direcionamento de concorrências públicas e contratos milionários da saúde, desempenhando um papel central nas suspeitas de manipulação.
O que revela a investigação da Polícia Federal
De acordo com a PF, há indícios robustos de um esquema criminoso envolvendo fraude em licitações, desvio de recursos e lavagem de dinheiro em contratos da saúde municipal. O afastamento dos gestores foi determinado estrategicamente para evitar qualquer interferência nas apurações em andamento, garantindo a integridade do processo investigativo.
Com a saída temporária do prefeito e do vice, quem assume interinamente a administração municipal é o presidente da Câmara de Vereadores de Macapá, conforme prevê a legislação brasileira. Essa medida assegura a continuidade dos serviços públicos enquanto as investigações prosseguem.
A operação Paroxismo destaca a gravidade das acusações, que envolvem milhões de reais em recursos públicos destinados à saúde. As buscas realizadas em múltiplos estados indicam a complexidade e a abrangência do esquema, com possíveis ramificações além das fronteiras do Amapá.
As autoridades reforçam o compromisso com a transparência e a legalidade, prometendo rigor nas apurações para responsabilizar todos os envolvidos. A população de Macapá aguarda ansiosamente por esclarecimentos, enquanto o caso segue sob os holofotes da justiça e da mídia nacional.
