Pai de acusado por estupro coletivo em Copacabana é exonerado do governo do Rio de Janeiro
O governo do estado do Rio de Janeiro, liderado por Cláudio Castro, tomou a decisão de exonerar José Carlos Simonin do cargo de subsecretário da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. A medida foi anunciada nesta segunda-feira, 3 de março de 2026, e está diretamente relacionada ao fato de Simonin ser pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, um dos jovens denunciados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos ocorrido em Copacabana.
Justificativa oficial e compromisso institucional
Em nota oficial divulgada pela secretaria, a administração estadual explicou que a exoneração foi realizada para "resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados". O comunicado ainda reforçou o compromisso da pasta com a dignidade humana e a preservação da vida, destacando que as investigações criminais seguem sob a responsabilidade das autoridades competentes.
José Carlos Simonin ocupava a posição de subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, sendo responsável por procedimentos administrativos e institucionais ligados à execução de políticas de assistência social. Diante da gravidade e da ampla repercussão do caso envolvendo seu filho, o governo considerou que a permanência dele no cargo se tornou insustentável, especialmente porque Vitor Hugo encontra-se foragido da Justiça.
Detalhes do caso criminal e situação dos acusados
Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, mas ainda não foi localizado pelas forças policiais. Além dele, outros três jovens e um adolescente de 17 anos foram formalmente denunciados pelo mesmo crime de estupro coletivo, que chocou a população carioca e gerou comoção nacional. O episódio ocorreu na famosa praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, levantando debates urgentes sobre segurança pública e violência sexual.
A exoneração de José Carlos Simonin reflete a pressão política e social para que o governo demonstre transparência e rigor no tratamento de casos sensíveis, evitando qualquer conflito de interesses ou desgaste à imagem da administração pública. A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos reafirmou, em sua manifestação, que continuará focada em suas atribuições de promoção dos direitos humanos e assistência social, sem deixar que eventos externos comprometam sua missão institucional.
