Presidente Lula critica defensores de banqueiro do Master em evento social
Em um discurso contundente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou o escândalo de corrupção do Banco Master, destacando a fraude histórica de mais de 40 bilhões de reais e criticando aqueles que defendem o banqueiro Daniel Vorcaro. Durante cerimônia de entrega de residências do programa Minha Casa, Minha Vida em Maceió, Lula expressou indignação com a situação, afirmando que "falta vergonha na cara" a quem apoia o responsável pelo golpe.
Fala presidencial sobre o caso Master
Lula não mencionou diretamente o nome de Daniel Vorcaro, mas foi enfático ao se referir ao "cidadão do Banco Master" que cometeu o desfalque bilionário. Ele ressaltou que instituições como Banco do Brasil, Caixa e Itaú serão as que arcarão com os prejuízos, enquanto muitos brasileiros sofrem com a pobreza. O presidente destacou a ironia de que, enquanto os mais pobres são sacrificados, há quem defenda figuras envolvidas em esquemas de corrupção de grande escala.
Contexto do evento e críticas políticas
A cerimônia em Maceió marcou a entrega de duas milhões de moradias pelo Minha Casa, Minha Vida, programa que Lula defendeu como essencial para reduzir a desigualdade e estimular a economia. Em seu discurso, ele atacou a concentração de riqueza no país e elogiou medidas de assistência social, argumentando que elas promovem o consumo e a circulação de dinheiro. Além disso, Lula fez duras críticas aos governos anteriores de Michel Temer e Jair Bolsonaro, acusando-os de negligenciar a população pobre e agravar a crise econômica.
Menções a Bolsonaro e redes sociais
O presidente também responsabilizou Jair Bolsonaro pelas mais de 700.000 mortes durante a pandemia de Covid-19, citando a relutância em adquirir vacinas. Lula criticou o que chamou de "mentiras" disseminadas nas redes sociais e fez um apelo para que os cidadãos sejam cautelosos ao compartilhar informações, incentivando a propagação apenas de conteúdos positivos. Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal em novembro do ano passado, atualmente responde ao processo em liberdade, o que amplia o debate sobre justiça e impunidade no caso.