Galípolo nega diálogo com STF sobre liquidação do Banco Master em depoimento à CPI
Galípolo nega diálogo com STF sobre liquidação do Banco Master

Galípolo nega diálogo com STF sobre liquidação do Banco Master em depoimento à CPI

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, prestou depoimento à CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira, onde negou veementemente ter conversado com ministros do Supremo Tribunal Federal sobre a liquidação do Banco Master. Em seu testemunho, Galípolo afirmou que as reuniões mantidas com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, foram restritas exclusivamente às sanções impostas pelo governo norte-americano contra o magistrado, conhecidas como Lei Magnitsky.

Foco nas sanções norte-americanas

Durante a sessão, Galípolo detalhou que as discussões com Moraes e outros ministros do Supremo giraram em torno das implicações da Lei Magnitsky, que envolve questões de privacidade e sigilo bancário. “O ministro Alexandre de Moraes, como qualquer ministro do Supremo, sempre tive relação, da mais cordial. De todas as crises ao longo de 2025, talvez a mais complexa do ponto de vista sistêmico foi a Magnitsky”, declarou o presidente do BC.

Ele enfatizou sua obrigação de zelar pela confidencialidade desses assuntos, sem dar publicidade aos detalhes. “Todos os temas dessas conversas partiam a partir desse tema específico”, acrescentou, reafirmando que a liquidação do Banco Master não foi abordada em nenhum momento.

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Contexto e repercussões

A CPI do Crime Organizado investiga possíveis vínculos entre instituições financeiras e atividades ilícitas, tornando o depoimento de Galípolo crucial para esclarecer eventuais interferências políticas. A negação do presidente do Banco Central busca dissipar rumores de que o STF poderia ter influenciado decisões sobre o Banco Master, um caso que tem gerado amplo debate no cenário econômico e jurídico brasileiro.

Galípolo também destacou que, apesar das crises enfrentadas em 2025, a Selic permanecerá alta pelo tempo necessário para controlar a inflação, mantendo o foco na estabilidade econômica. Este depoimento reforça a separação entre as funções do Banco Central e as esferas judiciais, conforme exigido pela legislação vigente.

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