Ex-presidente do BRB é preso em operação da PF por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro
Ex-presidente do BRB preso em operação da PF por corrupção

Ex-presidente do BRB é detido em operação da Polícia Federal

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), foi preso nesta quinta-feira, 16 de maio, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

Acusações e investigações em andamento

O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e de permitir negócios com o Banco Master sem lastro adequado. Conforme apurado pela TV Globo, Costa será encaminhado para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, após passar por audiência de custódia.

Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo ex-governador do DF Ibaneis Rocha, e conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição pública. O executivo foi afastado do cargo em novembro após decisão judicial.

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Detalhes da operação e crimes investigados

Segundo os autos do processo, Costa defendeu a compra do Master como uma solução para a crise da instituição privada. A Polícia Federal cumpre nesta fase dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão. Os crimes investigados incluem:

  • Corrupção
  • Lavagem de dinheiro
  • Crimes financeiros
  • Organização criminosa

Contexto do caso BRB e Master

O Banco de Brasília é uma instituição pública controlada pelo governo do Distrito Federal. Ele aparece no caso Master por ter sido o principal interessado na compra do banco de Daniel Vorcaro e por ter realizado operações financeiras que estão sob investigação.

A negociação previa a aquisição de participação relevante no Master e foi apresentada como uma alternativa para evitar a quebra da instituição. No entanto, o Banco Central vetou a operação ao concluir que não havia viabilidade econômico-financeira e que o negócio poderia transferir riscos excessivos ao banco público.

Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco da investigação é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações realizadas entre as duas instituições financeiras.

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