Escândalo do Banco Master já impacta os números de Lula, avalia diretor do Paraná Pesquisas
Pesquisa indica mudança no humor do eleitorado, com a corrupção voltando ao centro da disputa e impacto direto sobre o governo. A tentativa do presidente Lula de associar o escândalo do Banco Master ao governo Bolsonaro esbarra em um dado incômodo para o Planalto: na percepção do eleitor, crises desse tipo tendem a recair sobre quem está no poder. E, segundo pesquisas recentes, isso já começa a acontecer.
Estratégia de Lula enfrenta resistência
Durante evento em São Bernardo do Campo, Lula tentou deslocar a responsabilidade pelo escândalo para a gestão anterior, afirmando que o banco seria “obra” do governo Bolsonaro. Mas, segundo o diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, em entrevista ao programa Ponto de Vista, o efeito prático dessa narrativa é limitado. “Mais um escândalo de corrupção acaba caindo… em quem está na situação.” Na leitura do instituto, independentemente da origem do problema, o desgaste imediato recai sobre o governo atual — e, neste momento, isso tem atingido diretamente Lula.
Quem mais perde com o caso até agora?
Os dados de opinião pública indicam uma tendência clara. “Por enquanto, quem está perdendo é o presidente Lula”, afirma Hidalgo. A avaliação sugere que o escândalo, somado ao desgaste institucional envolvendo o STF, tem impacto mais direto sobre o governo do que sobre a oposição neste estágio inicial. A corrupção voltou ao centro do debate? Segundo Hidalgo, há uma mudança relevante na percepção do eleitorado. Temas tradicionais como segurança e saúde continuam importantes, mas a corrupção voltou ao topo das preocupações.
Como isso pode afetar as eleições?
A tendência, segundo ele, é de uma campanha mais negativa e menos propositiva. “Em vez de discutir saúde, segurança… vai se discutir o passado dos candidatos.” Nesse cenário, o eleitor passa a comparar menos projetos de governo e mais trajetórias pessoais — o que amplia a polarização e dificulta o surgimento de alternativas. Hidalgo aponta que denúncias envolvendo candidatos fora do eixo Lula-Bolsonaro tendem a gerar ainda mais frustração no eleitorado. “Quando vem uma denúncia sobre esses candidatos, a decepção é muito maior.” Isso ocorre porque esses nomes costumam se apresentar como alternativa à polarização — e acabam sendo cobrados com mais rigor quando surgem problemas.
O que esperar da campanha daqui para frente?
Se o cenário atual se mantiver, a tendência é de uma disputa marcada por desgaste generalizado. “Vai ser muito ruim… Não só para Lula ou Bolsonaro, mas para todos.” A combinação de escândalos, desconfiança nas instituições e ausência de debate propositivo pode levar a uma eleição dominada por rejeição — e não por entusiasmo. Este conteúdo foi produzido com base em informações do programa Ponto de Vista, utilizando ferramentas de inteligência artificial sob supervisão humana.



