Diretor de presídio em SC é preso por corrupção após se envolver com mulher de detento
Diretor de presídio preso por corrupção com mulher de detento em SC

Diretor de presídio em Santa Catarina é preso por corrupção após envolvimento com mulher de detento

O diretor do Presídio Masculino de Lages, maior cidade da Serra de Santa Catarina, foi preso nesta quinta-feira, 26 de setembro, suspeito de praticar atos de corrupção. Segundo informações do Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC), o agente público é investigado por estabelecer uma relação pessoal e funcional com a companheira de um detento, intervindo de maneira reiterada e informal em procedimentos ligados à execução penal.

Operação Carne Fraca prende diretor por troca de vantagens indevidas

A prisão preventiva ocorreu por meio da operação Carne Fraca, cujo nome foi escolhido por remeter ao conjunto de vantagens indevidas envolvendo os suspeitos, especialmente a entrega reiterada de carnes nobres ao agente público. "A denominação também remete, simbolicamente, à fragilidade ética evidenciada nas condutas apuradas, nas quais a função pública teria sido vulnerabilizada por interesses privados", informou o Ministério Público em nota oficial.

O órgão reiterou que as vantagens oferecidas "integrariam um contexto contínuo de troca, no qual benefícios administrativos eram seguidos de vantagens materiais e pessoais", caracterizando uma relação estável de reciprocidade e a utilização da função pública para atender interesses privados. Além do crime de corrupção, o MPSC apura os delitos de violação do sigilo funcional e advocacia administrativa.

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Investigações sigilosas e afastamento imediato do servidor

No total, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em locais relacionados aos fatos investigados. O nome do diretor, que é policial penal, não foi divulgado pelas autoridades, e por isso não foi possível obter acesso à sua defesa. A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI) afirmou que o servidor foi imediatamente afastado de suas funções, conforme decisão judicial.

"Paralelamente, a secretaria está instaurando uma Comissão de Intervenção Prisional Administrativa (CIPA) no Presídio Masculino de Lages, com o objetivo de investigar demais áreas da administração da unidade e assegurar o fiel cumprimento das normas e protocolos institucionais", declarou a SEJURI em comunicado oficial.

Operação envolve grupos especiais do Ministério Público

As investigações tramitam em sigilo e são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), que reúnem membros do MPSC e das forças de segurança. A ação foi realizada em apoio à 15ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages, responsável pelo procedimento que deu origem à operação.

As apurações indicam que os fatos teriam ocorrido entre março e outubro de 2025, envolvendo possíveis crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e favorecimento indevido a apenado dentro de uma unidade prisional da Serra Catarinense. A Secretaria de Justiça reforçou que não compactua com qualquer desvio de conduta por parte de seus servidores e que atua permanentemente para garantir a legalidade, a transparência e a integridade no sistema prisional catarinense.

A Sejuri permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e adotará todas as medidas administrativas cabíveis no âmbito de sua competência, demonstrando compromisso com a apuração rigorosa dos fatos e com a manutenção da ordem dentro das unidades prisionais do estado.

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