CPI do Crime Organizado ouve Gabriel Galípolo sobre caso Banco Master
CPI ouve Galípolo sobre Banco Master; Campos Neto falta

Presidente do Banco Central presta depoimento na CPI do Crime Organizado

Nesta quarta-feira, 8 de maio, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, compareceu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado para prestar esclarecimentos. O foco do depoimento foi a atuação da autoridade monetária no caso do Banco Master, instituição financeira liquidada em novembro do ano passado, um dia após seu dono, Daniel Vorcaro, ser alvo de uma operação da Polícia Federal contra fraudes financeiras.

Investigações sobre práticas criminosas no Banco Master

As investigações apontam que o Banco Master vendia carteiras de crédito sem garantias, consideradas "podres", o que levantou suspeitas de possíveis práticas criminosas. O convite para Galípolo depor foi aprovado a partir de um requerimento do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que argumentou a importância da oitiva após a divulgação de uma reunião entre Galípolo, Vorcaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto. O parlamentar manifestou dúvidas sobre a finalidade institucional desse encontro.

Ausência de Roberto Campos Neto gera questionamentos

Enquanto Galípolo atendeu ao chamado, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que esteve à frente da instituição entre 2019 e 2025, faltou pela terceira vez a uma convocação da CPI. Ele foi convocado por requerimento do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que o considera uma "testemunha qualificada" para explicar os critérios de idoneidade exigidos de controladores de bancos e a suposta demora do BC em investigar indícios de fraudes envolvendo o Banco Master.

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O requerimento da CPI lembra que, em 2019, o Banco Central autorizou Vorcaro a assumir o controle do antigo Banco Máxima, depois renomeado para Banco Master, e cita a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga se servidores do BC agiram ilegalmente para proteger os interesses da instituição financeira.

Histórico de faltas de Campos Neto à CPI

Roberto Campos Neto foi convocado em três ocasiões distintas, mas não compareceu a nenhuma delas:

  1. Inicialmente, foi convocado para depor em 3 de março. Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a convocação foi transformada em convite, e ele não compareceu.
  2. Em 31 de março, houve uma nova tentativa, baseada no mesmo requerimento que havia sido transformado em convite. Novamente, ele não apareceu.
  3. Na mesma reunião de 31 de março, os parlamentares aprovaram um novo requerimento de convocação, que também não foi atendido com a ausência de Campos Neto nesta quarta-feira, 8 de maio.

A CPI do Crime Organizado continua suas investigações, buscando esclarecer as responsabilidades e possíveis falhas no sistema financeiro que possam ter facilitado atividades criminosas. A presença de Galípolo e a ausência recorrente de Campos Neto destacam a complexidade e a urgência dessas apurações no cenário político e econômico brasileiro.

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