Ex-governador do Rio recebe indenização milionária por férias não gozadas
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, obteve uma decisão favorável do governo estadual para receber uma indenização de R$ 142.871,84 referente a férias não gozadas durante seu mandato. O valor foi convertido em dinheiro após um processo interno aberto poucos dias após sua renúncia, que ocorreu em meio a um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral.
Renúncia antecede condenação por abuso de poder
Cláudio Castro, filiado ao PL, renunciou ao cargo de governador em 23 de março, véspera do julgamento no TSE que poderia cassar seu mandato. No evento de despedida, ele afirmou que estava "em busca de novos projetos". No dia seguinte, 24 de março, o tribunal o declarou inelegível por oito anos por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Processo sigiloso resulta em pagamento milionário
Apenas três dias após a renúncia, em 26 de março, um processo interno foi iniciado no governo do Rio solicitando a indenização pelas férias não tiradas. Todos os trâmites ocorreram sob sigilo absoluto, sem divulgação pública até a publicação no Diário Oficial.
Nesta terça-feira, 14 de maio, o Diário Oficial do estado publicou a decisão final, autorizando o pagamento do valor total de R$ 142.871,84 a Cláudio Castro. O período de férias não gozadas refere-se exclusivamente ao tempo em que ele ocupou o cargo de governador.
Pedido de indenização gera questionamentos
O portal g1 tentou contato com Cláudio Castro para obter um comentário sobre o pedido de indenização, mas não houve resposta até o momento. A aprovação do valor em um processo sigiloso, logo após a renúncia e condenação por inelegibilidade, levanta debates sobre a transparência dos atos administrativos.
A sequência de eventos inclui:
- Renúncia ao governo do Rio em 23 de março.
- Condenação por inelegibilidade pelo TSE em 24 de março.
- Abertura de processo interno para indenização em 26 de março.
- Publicação da decisão favorável em 14 de maio.
O caso destaca questões sobre a gestão de recursos públicos e os procedimentos internos do governo estadual, especialmente em contextos de transição de poder e condenações judiciais.



