Bolsonaro sofre traumatismo craniano após queda na prisão, diz boletim médico
Bolsonaro tem traumatismo craniano após queda na PF

O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu um traumatismo cranioencefálico após uma queda dentro da sala onde está preso na Polícia Federal, em Brasília. A informação foi confirmada por um boletim médico divulgado na tarde desta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026.

Queda e autorização para exames

Segundo relato da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-presidente caiu na madrugada de terça-feira, 6 de janeiro, e bateu a cabeça em um móvel. Inicialmente, os médicos da Polícia Federal que o atenderam consideraram os ferimentos leves e não viram necessidade de transferência para um hospital.

Diante disso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou um primeiro pedido da defesa para levar Bolsonaro imediatamente a um pronto-socorro. No entanto, mais tarde, os médicos particulares do ex-presidente apresentaram um novo pedido, solicitando exames específicos na região da cabeça para verificar possíveis traumas. O ministro então autorizou a realização dos exames no Hospital DF Star, também na capital federal.

Resultados dos exames e diagnóstico

O boletim médico, assinado pelos profissionais particulares, confirmou a suspeita de traumatismo cranioencefálico. No entanto, os exames de imagem descartaram complicações mais graves. Não foram detectadas fraturas ósseas nem qualquer indício de sangramento cerebral.

O laudo apontou uma "leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita", condição decorrente do impacto da queda. Os médicos concluíram que não há necessidade de "intervenção terapêutica" no momento, indicando que o quadro é de natureza leve.

Retorno à prisão e conclusão

Após a realização dos exames, Jair Bolsonaro recebeu alta do Hospital DF Star e foi conduzido de volta à sua cela na sede da Polícia Federal em Brasília. O episódio ocorre enquanto o ex-presidente cumpre pena de prisão, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.

O caso evidencia os protocolos de saúde envolvendo presos de alto perfil e a interação entre a perícia médica oficial e as avaliações solicitadas pela defesa. Com o diagnóstico de traumatismo leve e sem necessidade de tratamento imediato, a situação clínica do ex-presidente é considerada estável pelas equipes médicas envolvidas.