A prefeita de Pitangui, em Minas Gerais, Maria Lúcia Cardoso (MDB), foi vítima de um assalto a mão armada na tarde da última sexta-feira (16), em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O criminoso levou joias no valor total aproximado de R$ 5,9 milhões.
Detalhes do crime em Vila da Serra
Segundo registro da Polícia Militar, a prefeita, de 67 anos, estava estacionando seu veículo na Alameda Oscar Niemeyer, no bairro Vila da Serra, quando foi abordada por um ladrão. O criminoso usou uma arma para ameaçá-la e, em seguida, concretizou o roubo.
Entre os itens subtraídos estavam um relógio Rolex avaliado em cerca de R$ 2,7 milhões. Além disso, a autoridade municipal portava duas alianças e um anel de ouro branco com brilhantes, cujo valor foi estimado em R$ 3,2 milhões. Após o ato, o suspeito fugiu do local.
Reação da vítima e investigação policial
Em contato com a TV Globo, a prefeita Maria Lúcia Cardoso fez um alerta sobre a situação da segurança. "Os bandidos estão andando bem armados", afirmou. Ela também criticou a falta de atenção ao tema: "Os governos não estão preocupados com a segurança pública".
A Polícia Civil de Minas Gerais informou, por meio de nota, que instaurou um inquérito para apurar todas as circunstâncias do caso. Até o momento da última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso em conexão com o crime.
Trajetória política da prefeita
Maria Lúcia Cardoso tem uma trajetória marcada na política mineira. Eleita pela primeira vez prefeita de Pitangui em 2020, ela conseguiu a reeleição no pleito de 2024. Sua vida pessoal é ligada a figuras conhecidas: foi casada com o ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso, sendo mãe do atual deputado federal Newton Cardoso Júnior (MDB).
Seu mandato, no entanto, já enfrentou turbulências judiciais. Em 2022, a Justiça Eleitoral decidiu pela cassação dos mandatos dela e do vice-prefeito devido a denúncias de captação e gastos ilícitos de recursos na campanha. A decisão, porém, foi revertida meses depois.
Outro episódio que gerou polêmica foi o uso não autorizado da música "Maria, Maria", de Milton Nascimento, em jingles de sua primeira campanha eleitoral.