Operação da Polícia Civil desarticula esquema com documentos falsos do Exército para compra de loja de armas
Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão de suspeitos que utilizavam documentos falsos do Exército Brasileiro para tentar comprar uma loja de armas em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A ação ocorreu nesta quinta-feira (19) e envolveu a execução de múltiplos mandados de busca e apreensão em diferentes localidades.
Mandados cumpridos em três estados
Os mandados judiciais foram expedidos com base em investigações da 134ª Delegacia de Polícia e incluíram sete ordens em Campos dos Goytacazes, seis no estado do Espírito Santo e duas na capital do Rio de Janeiro. A delegada Carla Tavares, responsável pelo caso, destacou que as investigações tiveram início em 26 de novembro de 2025, após a prisão em flagrante de dois homens, um em Campos e outro no Espírito Santo.
Esses indivíduos eram suspeitos de tentar adquirir uma loja de armas utilizando documentação militar falsificada. Durante a operação desta quinta-feira, novas apreensões foram realizadas, incluindo armas encontradas em uma residência e em uma loja no Centro de Campos, que estava fechada no momento da ação policial.
Material apreendido e descobertas das investigações
Além das armas, os agentes apreenderam roupas camufladas falsificadas do Exército Brasileiro. A colaboração entre as polícias do Rio de Janeiro e do Espírito Santo permitiu identificar que um dos investigados atuava em ambos os estados, incluindo a cidade de Vitória. As investigações revelaram que o suspeito do Espírito Santo se apresentava como proprietário de uma loja de armas e utilizava um intermediário em Campos para conduzir negociações.
Esse despachante adquiria estabelecimentos em nome de terceiros, uma estratégia que ajudava a ocultar as atividades do grupo criminoso. Segundo informações da Polícia Civil, o homem preso no Espírito Santo é um empresário que se fazia passar por integrante do Exército e seria o responsável pelas lojas de armas envolvidas no esquema.
Detalhes sobre os suspeitos e prisões
Outro indivíduo levado à delegacia é descrito como mais um integrante da organização, encarregado de comprar armas em Campos com documentação falsa. Um terceiro suspeito também foi preso durante a operação, acusado de porte ilegal de arma e uso de roupas do Exército. A Polícia Civil continua investigando as conexões e a extensão das atividades criminosas desse grupo.
O compartilhamento de informações entre as forças policiais foi fundamental para desvendar o esquema, que operava de forma coordenada entre os dois estados. As autoridades alertam para a gravidade do uso de documentos falsos de instituições militares, que pode facilitar crimes mais graves e comprometer a segurança pública.
A reportagem do g1 tentou contato com a defesa dos envolvidos, mas até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. As investigações seguem em andamento para apurar possíveis outros crimes e identificar todos os participantes da organização criminosa.



