Homem preso e dois menores apreendidos por incêndio em câmeras de segurança em Duque de Caxias
Um homem foi preso e dois adolescentes foram apreendidos suspeitos de incendiar câmeras de segurança da Prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. As imagens do vandalismo foram exibidas pelo RJ1 na segunda-feira, 30 de setembro, revelando detalhes da ação criminosa.
Flagrante do crime em imagens de monitoramento
As investigações indicam que a destruição dos equipamentos foi ordenada por traficantes que atuam na região do bairro Jardim Primavera. Câmeras de segurança registraram o início da ação por volta das 2h30 da madrugada de domingo, quando quatro suspeitos chegaram a um posto de combustíveis em Duque de Caxias utilizando duas motocicletas.
O homem identificado como Alexandre Dias, que aparecia usando um casaco roxo, solicitou ao frentista que enchesse uma garrafa PET de dois litros com gasolina. Em seguida, os dois adolescentes pagaram em dinheiro e adquiriram mais combustível em um galão de cinco litros.
Momento do incêndio e fuga dos suspeitos
Menos de dez minutos depois, Alexandre foi flagrado em imagens de monitoramento no bairro Jardim Primavera carregando a garrafa com gasolina e uma escada. Ele se dirigiu até um totem com câmera de vigilância localizado na esquina das avenidas Marquês de Baependi e Raul Travasso.
As gravações mostram o suspeito posicionando a escada na estrutura, subindo até o equipamento, despejando combustível sobre a câmera e, imediatamente, ateando fogo. O totem foi rapidamente consumido pelas chamas, e o homem fugiu do local após o ato criminoso.
Sistema de vigilância municipal e investigações policiais
Segundo a Prefeitura de Duque de Caxias, a câmera incendiada faz parte do sistema municipal de vigilância, que conta atualmente com aproximadamente 1.200 equipamentos distribuídos pela cidade. A Polícia Civil destacou que as imagens do vandalismo foram fundamentais para identificar os envolvidos.
Os dois adolescentes flagrados comprando gasolina foram apreendidos, enquanto Alexandre Dias, que apareceu ateando fogo na câmera, foi preso. As investigações apontam que a região onde ocorreu o ataque é dominada por integrantes da facção Comando Vermelho.
Ordem criminosa e ampliação do monitoramento
Para as autoridades policiais, a destruição das câmeras representa uma tentativa de dificultar o monitoramento da área pelas forças de segurança e pela prefeitura. O delegado Túlio Pelosi, titular da 60ª DP (Campos Elíseos), explicou que a ordem para os ataques partiu de criminosos ligados à facção.
"Eles fazem parte de uma facção criminosa estabelecida em uma comunidade conhecida como Coreia de Saracuruna. A ordem foi dada por esse comando porque a prefeitura de Caxias tem uma ampla rede de câmeras de monitoramento, muitas delas posicionadas próximas às entradas de comunidades. Os líderes determinaram que esses equipamentos fossem vandalizados e destruídos", afirmou o delegado.
A polícia informou que, somente na região central de Duque de Caxias, outras sete câmeras foram vandalizadas neste ano, com pelo menos quatro delas danificadas apenas no mês de março. Em resposta aos ataques, a Prefeitura de Duque de Caxias anunciou, em nota oficial, que pretende ampliar o sistema de vigilância na cidade, com previsão de instalar duas mil câmeras de monitoramento.



