Homem é preso suspeito de torturar e tatuar à força namorada em Itapetininga
Preso suspeito de torturar e tatuar namorada em Itapetininga (30.04.2026)

Um vídeo obtido pela TV TEM mostra o momento em que Guilherme Henrique Amaral Andriolo, de 32 anos, foi preso suspeito de torturar e tatuar à força a namorada, uma mulher de 28 anos, em Itapetininga (SP). O caso foi divulgado pela Polícia Civil no dia 22 de abril, data da prisão. Nas imagens, policiais invadem a casa do suspeito e o encontram deitado no quarto. A vítima foi resgatada pelo irmão após uma ligação desesperada.

Como e quando a vítima foi resgatada?

A mulher foi encontrada sentada em uma calçada pelo irmão, logo após uma ligação feita para ele no dia 22 de abril. Ela estava suja e machucada devido à tortura sofrida. A vítima foi agredida enquanto dormia, amarrada e impedida de se defender. Segundo o advogado do caso, ela teve o corpo rasgado com um bisturi. O suspeito, acreditando que ela estivesse desmaiada após enforcá-la com uma gravata, introduziu um gancho na região anal da mulher, causando dilaceração.

O que aconteceu depois do resgate?

A vítima sofreu fraturas no nariz, costelas, braço e pulso. Ela está abalada psicologicamente e passou por duas internações clínicas devido a dores e dificuldade para respirar.

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Quem é o suspeito?

Guilherme Henrique Amaral Andriolo, de 32 anos, é dono de uma farmácia em Itapetininga, segundo a família da vítima. A mulher já havia registrado boletins de ocorrência contra ele por ameaça e agressão, mas retirou as queixas no início deste ano após reatar o relacionamento.

Qual a ligação dele com a vítima?

O relacionamento entre eles durava 11 anos, com um período de separação de um ano e meio. Durante esse tempo, a vítima conheceu outra pessoa, o que gerou ciúmes em Guilherme. Eles reataram em janeiro deste ano, quando a mulher retirou as queixas. O irmão da vítima descreve o relacionamento como "conturbado".

Quais são os significados das tatuagens?

Durante a tortura, a mulher foi tatuada nas coxas com as letras "GIO" e a data de outubro de 2022. A Polícia Civil inicialmente informou que as tatuagens não tinham significado, mas o advogado do caso aponta que as letras são as iniciais do homem com quem ela se relacionou na separação, e a data marca o término do relacionamento.

O que aconteceu com o suspeito?

Guilherme foi preso em flagrante no dia da denúncia e encaminhado ao Plantão Policial de Itapetininga. Em audiência de custódia no dia 23 de abril, teve a prisão preventiva decretada e foi transferido para a Penitenciária II, em Sorocaba (SP), onde permanece.

Como a vítima está agora?

A vítima se recupera em casa com deformações permanentes. Ela toma remédios fortes para dores e inchaços, inclusive na boca, devido a um piercing arrancado com alicate. O irmão informou que ela aguarda recuperação física para remover as tatuagens, e profissionais já ofereceram o serviço gratuitamente.

Como o caso é investigado?

O delegado Franco Augusto Costa Ferreira investiga o caso como estupro não convencional, já que não houve relação sexual direta, e também como violência doméstica. O advogado da vítima, José Ricardo Baracho Navas, afirma que a tortura foi premeditada. A defesa de Guilherme aguarda a conclusão do inquérito para se manifestar.

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