Um empresário de 40 anos foi preso nesta segunda-feira (29) em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, suspeito de assassinar o policial civil aposentado Charles Douglas dos Santos, de 50 anos. O crime, classificado como premeditado, ocorreu na noite de sábado (27).
Confraternização que terminou em tragédia
De acordo com o delegado Nielson Albuquerque, em entrevista à TV Grande Rio, a vítima e o suspeito passaram o dia em uma confraternização na chácara de Charles, junto com outras pessoas. O grupo consumiu bebidas alcoólicas durante o encontro.
Por volta das 21h, no entanto, uma discussão surgiu entre os dois. O motivo foi um contrato relacionado à construção de uma casa, firmado entre o empresário e o policial aposentado. Testemunhas relataram que os desentendimentos por causa desse acordo já duravam cerca de dois anos.
"A vítima ficou insatisfeita com a construção e vinha tentando fazer pequenos reajustes e melhorias no imóvel", explicou o delegado, descrevendo a situação como uma "briga fútil". Apesar da discussão, não houve agressão física no local da confraternização. Os presentes separaram os dois homens, que então se retiraram do local.
Armadilha premeditada e execução
O desfecho trágico aconteceu quando Charles já estava a caminho de casa. Ele recebeu uma ligação do suspeito e, com o intuito de fazer as pazes, decidiu retornar à chácara.
Segundo a polícia, o empresário já estava armado e aguardava o momento certo para agir. "O autor, já de forma premeditada, estava armado, esperando meio que um momento certo para efetuar ali o disparo", afirmou o delegado Albuquerque.
A vítima chegou de carro e baixou o vidro para conversar. Após um diálogo de cerca de dois minutos, o suspeito efetuou um único disparo à queima-roupa na testa de Charles, que estava na condição de motorista. O tiro, dado de forma sorrateira, impossibilitou qualquer reação de defesa.
Investigacão e prisão preventiva
O principal suspeito foi preso preventivamente e está detido no Presídio Dr. Edvaldo Gomes. Ele deve passar por audiência de custódia. A polícia tem um prazo inicial de 30 dias, prorrogável por mais 30, para concluir as investigações e reunir provas periciais e testemunhais.
"A gente vai encaminhar esse inquérito policial indiciando esse suspeito pela prática de homicídio qualificado, pelo motivo fútil e pelo motivo que impossibilitou a defesa da vítima", destacou o delegado.
O corpo de Charles Douglas dos Santos foi velado nesta segunda-feira no centro de Velórios da Avenida Sete de Setembro, em Petrolina. O sepultamento ocorreu às 15h no cemitério do bairro João de Deus.