A Polícia Civil do Amapá, por intermédio da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (Deccp), desencadeou nesta segunda-feira (4) a Operação Nexus, com o objetivo de investigar um roubo ocorrido no bairro do Laguinho, situado na Zona Norte de Macapá, no dia 21 de abril. De acordo com informações policiais, os quatro moradores foram rendidos com violência e diversos objetos foram subtraídos.
Detalhes da operação
Foram cumpridos nove mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão em endereços nas cidades de Macapá e Santana. Uma das ações ocorreu dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). Os suspeitos foram localizados pela perícia após a prisão do motorista que conduzia o veículo utilizado no roubo, o que permitiu identificar os demais envolvidos. Até o momento, sete pessoas foram presas e duas permanecem foragidas. Entre os itens apreendidos estão o carro usado no crime, três celulares, um controle remoto utilizado para abrir o portão da residência, dinheiro e uma televisão.
Investigação em andamento
Atualmente, 10 pessoas estão sendo investigadas. A polícia trabalha com mais quatro nomes. O delegado Bruno Braz, titular da Deccp, explicou que as investigações identificaram diferentes níveis de participação. “Uma das pessoas chegou a ser presa em flagrante pela equipe da DCCP e, com o avanço das investigações, conseguimos identificar outros envolvidos, entre eles mandantes, informantes, executores e colaboradores. São pessoas que fornecem contas bancárias e recebem PIX oriundos de crimes como roubo e tráfico de drogas, e também têm participação nessas organizações criminosas”, afirmou. Segundo o delegado, a polícia também trabalha com a hipótese de que pessoas próximas à família possam ter passado informações aos assaltantes.
Próximos passos
Os próximos passos da investigação incluem a quebra do sigilo bancário para rastrear o dinheiro e identificar por quais contas ele passou. O roubo ocorreu na madrugada de 21 de abril, em uma residência no bairro Laguinho. Imagens de câmeras de segurança mostram que os criminosos entraram na casa às 2h26 e saíram às 4h11. Segundo a investigação, tratava-se de um grupo, uma célula de uma organização criminosa especializada em praticar assaltos. Eles monitoravam alvos, planejavam e executavam os roubos.



