Motorista de aplicativo invade área restrita da Câmara dos Deputados
Um motorista de aplicativo invadiu a rampa de acesso de pedestres do Anexo I da Câmara dos Deputados, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (1º). O veículo, que transportava um servidor da Casa e um visitante, subiu indevidamente pela passarela suspensa sobre um espelho d'água, em área com circulação exclusiva para pedestres.
Investigações em andamento
A Câmara dos Deputados confirmou o incidente ao g1 e anunciou medidas rigorosas de apuração. O Departamento de Polícia Legislativa Federal já identificou o motorista, que será investigado na esfera penal por sua conduta. Paralelamente, a Casa instaurará um procedimento administrativo para apurar a eventual responsabilidade do servidor que estava no carro no momento da invasão.
O episódio foi registrado em vídeo por servidores que trabalhavam no interior do prédio. As imagens, obtidas pelo g1, mostram:
- O momento exato em que o veículo sobe a rampa, sob chuva
- Policiais legislativos repreendendo o motorista após o desembarque
- Um dos passageiros descendo pela porta traseira do carro
- O condutor sendo obrigado a descer a rampa de ré, devido ao espaço limitado
Local de grande simbolismo e segurança
O Anexo I da Câmara é uma das torres de 28 andares do Congresso Nacional, um dos principais cartões-postais de Brasília. A rampa invadida constitui o principal acesso externo aos gabinetes do edifício, mas seu uso é estritamente reservado a pedestres. A outra torre do complexo é o Anexo I do Senado, enquanto o prédio principal abriga as cúpulas icônicas, a Chapelaria do Congresso e os salões nobres.
Em nota oficial, a Câmara dos Deputados esclareceu: "O veículo acessou o estacionamento do Anexo I e avançou indevidamente pela rampa em direção à portaria, transitando por área com circulação de pedestres". A instituição reforçou que mantém protocolos permanentes de segurança em suas dependências e tomará todas as medidas necessárias para garantir a integridade de quem circula em suas instalações.
Os vídeos não permitem determinar se o motorista foi orientado pelo passageiro a subir a rampa. O caso evidencia os desafios de segurança em áreas governamentais de alto simbolismo e tráfego intenso, mesmo com a presença constante da Polícia Legislativa Federal.



