Adolescente morto após agressões no DF completaria 17 anos
Morto no DF faria 17 anos; família homenageia

O adolescente Rodrigo Castanheira, vítima de agressões em janeiro deste ano no Distrito Federal, completaria 17 anos nesta quinta-feira (30). A data foi lembrada pela família, que publicou homenagens emocionadas nas redes sociais.

Homenagens da família

Rejane Fleury, mãe de Rodrigo, desabafou sobre a dor da perda. “Meu coração está em pedaços! Minha dor não cabe na minha alma! Estamos sofrendo muito com sua ausência”, escreveu. A irmã, Isabella, também prestou homenagem, afirmando que Rodrigo era sua “maior realização” e que segue sendo sua motivação diária. “Hoje meu irmão completaria 17 anos se não tivesse sido brutalmente assassinado depois de uma emboscada motivada por ciúmes do colega de classe”, declarou.

O caso

Rodrigo Castanheira morreu após 16 dias internado em estado gravíssimo, depois de ser agredido na madrugada de 23 de janeiro, em Vicente Pires. O ex-piloto Pedro Turra, de 19 anos, foi denunciado pelo Ministério Público e se tornou réu por homicídio. Ele está preso desde 2 de fevereiro. A Justiça do Distrito Federal marcou para o dia 25 de maio a primeira audiência de instrução e julgamento do caso. Nessa fase, serão ouvidas testemunhas e analisadas provas.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Linha do tempo

Noite de 22 de janeiro: Segundo o MP, Pedro Turra e um amigo estavam em uma academia. Por volta das 23h40, o ex-piloto enviou mensagens para a namorada dizendo que iria para um endereço, em Vicente Pires, com o amigo. Neste endereço acontecia uma festa de aniversário, onde estavam pessoas que queriam bater no amigo de Pedro. O piloto disse para a namorada que iria ao local para fazer frente à ameaça e disse “vamos pegar eles”. A ação de Pedro Turra, segundo o MP, indica que ele foi até o local com a intenção de iniciar uma briga.

Madrugada de 23 de janeiro: Pedro Turra, acompanhado de amigos, permaneceu nas áreas comuns do condomínio onde a festa acontecia. Houve uma reclamação quanto ao barulho e os convidados foram para a rua. Na via pública, Pedro estava dentro de um carro quando teve uma discussão com Rodrigo Castanheira. Em certo momento, Pedro cuspiu em Rodrigo. Testemunhas disseram que Rodrigo falou: “ele cuspiu na minha cara”. Esse teria sido o motivo imediato da agressão. Pedro desceu do automóvel e deu vários socos contra o rosto e a cabeça de Rodrigo.

Após a agressão: Pedro e seus amigos deixaram o local. Rodrigo foi levado ao hospital ainda no dia 23 de janeiro com traumatismo cranioencefálico grave, entrando em coma induzido. Pedro foi preso no mesmo dia e prestou depoimento, dizendo que não tinha a intenção de machucar.

24 de janeiro: Pedro passou por audiência de custódia e foi solto após pagar fiança de R$ 24.315.

30 de janeiro: A Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Pedro, onde foi apreendido um soco inglês e facas. Pedro foi preso novamente por suspeita de interferência nas investigações.

2 de fevereiro: Pedro foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP), no Complexo Penitenciário da Papuda, onde segue preso em cela individual devido a relatos de ameaças.

7 de fevereiro: Rodrigo Castanheira morreu após 16 dias em coma induzido.

Denúncia do MP

Com a morte de Rodrigo, o MP reclassificou o crime de lesão corporal gravíssima para homicídio doloso qualificado por motivo fútil. Além da condenação criminal, o MP pediu que Pedro Turra seja obrigado a pagar R$ 400 mil por danos morais à família da vítima.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar