Uma tragédia abalou a cidade de Álvares Machado, no interior de São Paulo, neste domingo, 3. Lorena Lourenço da Silva, uma menina de apenas 12 anos, morreu após ter o pescoço cortado por uma linha de pipa enquanto estava em uma caminhonete em movimento. O caso ocorreu por volta do meio-dia, quando a vítima colocou a cabeça para fora da janela do veículo e foi atingida pela linha, que possivelmente continha cerol ou outro material cortante.
Socorro e investigação
Lorena foi imediatamente socorrida e levada ao Hospital Regional de Presidente Prudente, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. O boletim de ocorrência foi registrado como morte suspeita na Delegacia Seccional de Presidente Prudente. As investigações estão sob responsabilidade do delegado local, que busca identificar o responsável pela linha com material cortante. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado.
Apreensão de materiais
Na segunda-feira, 4, a polícia apreendeu restos de pipas e linhas com substâncias cortantes em áreas próximas ao local do acidente. A perícia científica foi acionada para analisar o material e determinar a composição exata das substâncias utilizadas, que podem incluir cerol ou pó de vidro, comuns em linhas de pipa usadas em competições ilegais.
Repercussão e homenagens
A Divisão Municipal de Educação de Álvares Machado emitiu uma nota de pesar pela morte da estudante. A APA (Associação Prudentina de Atletismo), onde Lorena treinava e participava de competições juvenis, também se manifestou. Em comunicado, a associação expressou solidariedade à família e amigos: “Neste momento de dor, a APA, em nome de toda a diretoria, manifesta seus mais sinceros sentimentos e solidariedade aos familiares e amigos da jovem Lorena.” A jovem era atleta promissora e praticava exercícios físicos regularmente, como registrado em fotos de competições.
Riscos das linhas cortantes
O uso de cerol ou de linhas com materiais cortantes é crime no Brasil, previsto na Lei de Contravenções Penais e no Código Penal, podendo resultar em detenção de um a três anos, além de multa. A prática de soltar pipas com linhas cortantes é comum em algumas regiões, especialmente durante as férias escolares, e já causou diversas mortes e acidentes graves, incluindo ciclistas e motociclistas que têm o pescoço cortado ao trafegar por áreas onde as pipas são soltas.
A polícia continua as investigações para localizar o responsável pela linha que causou a morte de Lorena. A comunidade local está consternada e pede justiça. A família da vítima não se pronunciou publicamente até o momento.



