Na manhã desta terça-feira (28), um trágico episódio de violência doméstica chocou a cidade de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A diarista Rosangela Szonskrwicz Machado, de idade não divulgada, foi morta a tiros pelo marido, o caminhoneiro Ademir Aparecido Vieira Machado, que em seguida tirou a própria vida. Os corpos do casal foram encontrados por vizinhos que, alertados por gritos de socorro, foram até a residência no bairro Olarias.
Relato de vizinha
Uma vizinha, que preferiu não se identificar, contou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que não era comum ouvir brigas entre o casal. No entanto, eles estavam em processo de reconciliação após um breve divórcio, após mais de 30 anos de casamento. “Eu estava em casa e outra vizinha ligou, pediu para eu subir correndo porque o compadre e a comadre estavam brigando e ele ia tentar matar ela. Eu só levantei e saí correndo”, relatou. Quando ela e outros vizinhos chegaram, a casa estava trancada. Após chamar sem resposta, pularam a janela e encontraram os corpos caídos no chão. “Isso está sendo desesperador, porque eu conhecia eles desde que casaram... tinham uma vida simples; ele batalhador, ela também, pessoas trabalhadoras que lutaram para ter tudo que têm”, desabafou.
Detalhes da investigação
De acordo com o delegado Wesley Vinícius, as evidências indicam que o casal estava sozinho quando a discussão começou. Vizinhos ouviram gritos de socorro de Rosangela. Quando foram verificar, encontraram a mulher morta na sala e o homem na cozinha. Ela apresentava marcas de tiros nas costas e no peito, sugerindo que tentou fugir. O homem tinha um tiro na cabeça. Além disso, uma marca de tiro foi encontrada em uma parede e duas munições intactas foram recolhidas. A arma, de calibre .32, não estava registrada no nome de Ademir, que não possuía histórico de violência doméstica. O material será periciado.
Sepultamento e família
Rosangela e Ademir foram sepultados horas depois no cemitério Parque Campos Gerais. O casal, que estava junto há mais de 30 anos, deixa três filhos: um de 17 anos, que morava com eles e estava na escola no momento do crime, e outros dois de 21 e 28 anos.
Canais de denúncia
Denúncias de violência doméstica podem ser feitas anonimamente pelos telefones 197 (Polícia Civil) ou 181 (Disque-Denúncia). Em caso de perigo iminente, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.



