Investigador preso em operação do MPAM por extorsão já havia sido detido em 2024
Investigador preso por extorsão já havia sido detido em 2024

O investigador da Polícia Civil do Amazonas Alessandro Edwards da Cruz foi preso na manhã desta quinta-feira (30) durante uma operação do Ministério Público do Amazonas (MPAM) em Manaus. Esta não é a primeira vez que ele é detido: em 2024, já havia sido preso suspeito de participar de um caso de extorsão e sequestro em Manacapuru, no interior do estado.

Detalhes da prisão anterior

Em entrevista à Rede Amazônica, o delegado Ivo Martins, titular do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), para onde Alessandro foi levado, confirmou que o investigador responde a um processo de 2024. "Ele responde a esse inquérito. Não tenho detalhes, porque não presidi e não acompanhei", afirmou. Na ocasião, a operação investigava um grupo suspeito de extorsão mediante sequestro. Onze pessoas foram detidas, incluindo o delegado Ericson de Souza Tavares, outros investigadores e policiais militares. As vítimas, um homem e uma mulher, foram sequestradas no bairro Correnteza e localizadas após buscas na rodovia AM-352.

Operação Dupla Face

A nova ação, intitulada Operação Dupla Face, resultou no cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra Alessandro Edwards, suspeito de envolvimento em um esquema de extorsão ocorrido em abril deste ano no Porto de Manaus. Além da prisão, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Durante as buscas na residência do investigador, a polícia apreendeu um boné e um par de tênis que ajudaram a identificá-lo no caso. Também foram encontrados coletes balísticos, algemas e um soco inglês.

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Desdobramento de caso anterior

A operação é um desdobramento de uma ocorrência registrada em 16 de abril, quando o delegado Fabiano Rosas e o investigador Charles Rufino foram presos em flagrante suspeitos de extorquir R$ 30 mil de um empresário no Porto de Manaus. Segundo as investigações, os dois abordaram a vítima em uma embarcação na região da Balsa Amarela e a pressionaram a entregar o dinheiro. O empresário e um policial militar que fazia a segurança do valor foram colocados em uma viatura descaracterizada e levados pela Zona Sul da cidade. O dinheiro foi "apreendido", mas a ocorrência não foi registrada oficialmente. O caso veio à tona após o policial militar acionar a Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), que localizou o veículo e prendeu o delegado e o investigador. No dia seguinte, a Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas.

O g1 procurou a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) para pedir posicionamento, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem. A defesa do suspeito também não foi localizada.

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