Flagrante ao vivo captura invasor deixando prédio interditado no bairro Cocó, em Fortaleza
Uma equipe de jornalismo da TV Verdes Mares realizou um flagrante impressionante ao vivo neste sábado (21), durante o CETV 1ª Edição. Enquanto reportavam sobre invasões e furtos no edifício Saint Patricks II, no bairro Cocó, em Fortaleza, o repórter Arnaldo Araújo e o cinegrafista Benjamin Lopes filmaram um homem pulando o portão fechado do prédio, carregando uma sacola com objetos. O indivíduo agiu com tranquilidade, mesmo diante das câmeras, e seguiu caminhando pela rua Andrade Furtado.
Histórico de abandono e riscos constantes
O prédio de 13 andares, construído há 40 anos e com 20 apartamentos, foi desocupado em 2013 após a Defesa Civil de Fortaleza constatar risco de desabamento. Desde então, está interditado, mas tornou-se alvo frequente de invasões. Suspeitos têm furtado itens e materiais estruturais, como ferros, fios e grades, exacerbando a deterioração do local.
A apresentadora Marcella de Lima comentou: "É impressionante, eu acredito que é a sensação de impunidade. Por isso que esses criminosos invadem esse prédio de forma constante".
Preocupações da vizinhança e incidentes graves
As invasões constantes têm assustado os moradores da região, que relatam medo de riscos de segurança e até incêndios, devido à estrutura abandonada. Já houve registro de fogo no local, supostamente causado por invasores. Ednilson Andrade, síndico profissional de um condomínio próximo, destacou um incidente violento na última semana: "Dois invasores brigaram entre si e acabaram se esfaqueando", exigindo a intervenção da Polícia Militar e do Samu.
Andrade acrescentou: "É um prédio que está se deteriorando mês a mês, ano a ano. Já são 12 anos que o prédio foi evacuado e, estruturalmente, o prédio está caindo. Sem contar que meliantes estão invadindo o prédio constantemente, quebram cerca elétrica, quebram portão, acabam invadindo o prédio, acabam trazendo riscos para a comunidade vizinha".
Medidas de segurança insuficientes e impasse legal
Após a interdição, acessos foram fechados, o estacionamento subterrâneo foi interditado com concreto e cercas de arame farpado foram instaladas. No entanto, essas medidas não têm impedido as invasões. Em 2019, a Justiça autorizou a demolição, mas a oposição de dois condôminos prolongou o processo. Atualmente, não há previsão de demolição, pois a Prefeitura de Fortaleza exige unanimidade dos moradores ou decisão judicial.
Resposta das autoridades
A Polícia Militar informou que equipes patrulham a área constantemente, mas ressaltou que "imóveis desocupados podem demandar atenção redobrada, sendo importante que responsáveis legais adotem medidas de segurança patrimonial". A situação destaca desafios de segurança pública e a urgência de soluções para o edifício abandonado.



