Justiça do Paraná aplica medidas cautelares a motorista que furtou espetinhos e fugiu sem pagar
Motorista furta espetinhos e foge sem pagar em Maringá

Motorista invade calçada, furta espetinhos e foge sem pagar em Maringá

A Justiça do Paraná decidiu que um homem de 33 anos, acusado de invadir uma calçada com o carro, furtar espetinhos de um bar e fugir sem pagar a conta, vai responder ao processo em liberdade. Em vez de prisão preventiva, o suspeito recebeu medidas cautelares, incluindo a proibição de frequentar bares e recolhimento domiciliar noturno.

Detalhes do caso ocorrido em janeiro

O incidente aconteceu no dia 20 de janeiro, no Conjunto Habitacional Cidade Alta, em Maringá, no norte do Paraná. Segundo o dono do bar, Déverson Ribas, o homem chegou por volta das 23h30, consumiu bebidas, espetinhos e salgados, totalizando uma conta de aproximadamente R$ 100. Na hora de pagar, ele alegou que precisava pegar o celular no carro para fazer um PIX, mas não retornou.

Em vez disso, o motorista invadiu a calçada com o veículo, parou brevemente para furtar espetinhos de uma churrasqueira em frente ao estabelecimento e fugiu em alta velocidade, cantando pneu. Horas antes, o mesmo indivíduo havia fugido sem pagar de um posto de combustíveis, conforme registrado por câmeras de segurança.

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Investigação policial e descobertas

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que o suspeito utilizava um carro com placas adulteradas. O delegado Laércio Fahur explicou que a numeração foi modificada com fita isolante para alterar um dos dígitos. O veículo, que está no nome de outra pessoa, foi apreendido na quinta-feira, 5 de fevereiro, para perícia e apresenta pendências com o Detran-PR.

O homem, que já possui antecedentes criminais por furto, direção perigosa e resistência à prisão, foi interrogado na presença de uma advogada, mas optou por permanecer em silêncio. Na sexta-feira, 6 de fevereiro, a Polícia Civil concluiu o inquérito, indiciando-o por:

  • Furto
  • Estelionato
  • Adulteração de sinal identificador de veículo automotor
  • Condução perigosa

As penas para esses crimes podem chegar a até seis anos de reclusão, além de multa.

Medidas cautelares determinadas pela Justiça

Inicialmente, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito e a busca e apreensão do veículo. O Ministério Público emitiu parecer favorável, e a Justiça autorizou a apreensão do carro. No entanto, a prisão foi substituída pelas seguintes medidas cautelares:

  1. Comparecimento em juízo quando intimado
  2. Proibição de mudar de endereço sem autorização ou comunicação prévia
  3. Recolhimento domiciliar noturno das 21h às 6h
  4. Proibição de frequentar bares e se aproximar do local do crime

Essas medidas visam garantir que o processo judicial prossiga sem riscos, enquanto o acusado aguarda julgamento em liberdade.

Contexto e repercussões

O caso chamou a atenção pela combinação inusitada de ações: o calote no bar, seguido pelo furto dos espetinhos e a fuga perigosa. A polícia também verificou que o carro usado havia sido comprado recentemente de outra pessoa, adicionando complexidade à investigação.

Este incidente reflete desafios recorrentes na segurança pública de Maringá, destacando a importância de medidas judiciais eficazes para coibir comportamentos criminosos. A decisão da Justiça em optar por medidas cautelares, em vez de prisão, segue tendências recentes no sistema penal brasileiro, focando em alternativas que não envolvam encarceramento, mas com restrições rigorosas.

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