Preso suspeito de agiotagem em esquema de roubo de veículos em oficina de Teresina
Preso suspeito de agiotagem em roubo de carros em Teresina

Preso suspeito de agiotagem em esquema de roubo de veículos em oficina de Teresina

Reginaldo Martins da Silva foi preso nesta terça-feira (14), suspeito de agiotagem e de envolvimento em um esquema criminoso de roubo de veículos que eram deixados para conserto na oficina mecânica do empresário Ricardo de Araújo Sobrinho, conhecido como "Ricardinho", localizada na Zona Norte de Teresina, no Piauí. Em entrevista ao g1, Reginaldo negou ter conhecimento do esquema e afirmou que apenas indicava agiotas para o dono da oficina.

Operação policial desmonta rede criminosa

Segundo a Polícia Civil, o empresário Ricardinho, que foi preso no dia 3 de março, atraía clientes oferecendo serviços, principalmente de conserto de ar-condicionado, mas ficava com os carros e os repassava para Reginaldo. O delegado Humberto Pereira, do 2º Distrito Policial, afirmou que Reginaldo é apontado em depoimentos como o agiota responsável por redistribuir os veículos deixados na oficina a outras pessoas.

A investigação aponta que Reginaldo chegou a ameaçar a mãe de Ricardinho para que ela fizesse um empréstimo e repassasse o dinheiro como forma de cobrir prejuízos do esquema. O suspeito pode responder pelos crimes de receptação, agiotagem e ameaça, com possíveis penas severas conforme o Código Penal brasileiro.

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Vítimas incluem profissionais do Direito

Pelo menos seis pessoas foram vítimas do esquema, entre elas uma oficial de Justiça e uma advogada, demonstrando que o crime atingiu cidadãos de diferentes perfis sociais. Até a última atualização desta reportagem, três veículos foram recuperados pelas autoridades, enquanto outros três seguem desaparecidos, o que preocupa as vítimas e a comunidade local.

Defesa do suspeito alega inocência

Ao g1, Reginaldo alegou que apenas indicava agiotas para Ricardinho, sem participar diretamente dos roubos. Segundo ele, o dono da oficina era quem encontrava os agiotas, pegava dinheiro emprestado e deixava os carros dos clientes como garantia, sem seu conhecimento ou aprovação.

"Nunca fiquei com nenhum carro. Não tenho dinheiro para pegar carro de ninguém. Trabalho com espetinho, sou um cidadão. Eu me apresentei à delegacia por livre e espontânea vontade, porque não vou me esconder da Justiça. Fui apenas usado como laranja por ele [Ricardo]", afirmou Reginaldo, tentando se distanciar das acusações.

Andamento do caso e próximos passos

Reginaldo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) para exame de corpo de delito e deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (15), onde um juiz decidirá sobre sua prisão preventiva. Já Ricardinho permanece preso, e a oficina dele foi fechada pela polícia, impedindo novas atividades criminosas.

A Polícia Civil segue investigando o possível envolvimento de outras pessoas no esquema, indicando que a rede criminosa pode ser mais ampla do que inicialmente se imaginava. As autoridades reforçam a importância da denúncia por parte da população para combater esse tipo de crime que afeta a segurança pública em Teresina.

Este caso evidencia os riscos de deixar veículos em oficinas não confiáveis e a necessidade de maior fiscalização por parte dos órgãos competentes. A comunidade aguarda novas informações sobre a recuperação dos veículos desaparecidos e a punição dos responsáveis.

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